Ministério Porta da Vida - Vila Alpina

Igreja Cristã Pentecostal da Bíblia do Brasil - Pb Wanderley Olivares

O período dos Patriarcas - Parte VI - Isaque

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Maio 13, 2008

1. O nascimento de Jacó e Esaú

Gênesis 25.19 a 34

Rebeca era estéril, e Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, e Deus ouviu sua oração, e Rebeca sua mulher; concebeu (Gn 25.21).

Rebeca engravidou de gêmeos, e os filhos lutavam dentro dela; então consultou ao Senhor, e o Senhor lhe disse: Há no seu ventre duas nações, e dois povos se dividirão das tuas entranhas: um povo será mais forte do que o outro, e o maior servirá o menor (Gn 25.22-23).

Viu-se pouco depois o efeito dessa predição. Rebeca teve os gêmeos, dos quais o mais velho era todo coberto de pelos e o mais novo segurava-lhe o calcanhar, quando vieram à luz.

Gênesis 25.24 a 26

24 E, cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre.
25 E saiu o primeiro, ruivo e todo como uma veste cabeluda; por isso, chamaram o seu nome Esaú.
26 E, depois, saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso, se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou.

O mais velho chamou-se Esaú, por causa do pelo que tinha ao nascer e o mais novo foi chamado Jacó. E cresceram os meninos. Esaú tornou-se perito na caça, homem do campo e porque a caça era do gosto de Isaque, ele o amou mais do que a Jacó que era varão simples, habitando em tendas, e Rebeca o amou mais do que a seu irmão Esaú.

Certamente Rebeca tinha muitas qualidades, como já dissemos: Era formosa, prestativa, trabalhadeira e humilde, mas Rebeca tinha uma fraqueza, ela permitiu que se criasse em sua casa a divisão da família.

Vemos aqui o mal que alguns pais fazem ao darem mais atenção e carinho a um filho em detrimento ao outro, começa assim a divisão da família.

Esaú por ser o primogênito, seria o herdeiro natural de Isaque, e também herdaria as promessas que Deus fizera a Abraão e posteriormente confirmara a seu pai Isaque. Deus porém, conhecendo cada um dos homens antes de nascerem, revela a Rebeca que Jacó seria o herdeiro das promessas de Deus, seria Jacó e não Esaú que receberia de Isaque a transmissão da preciosa herança.

Gênesis 25.23

“E o SENHOR lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas: um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor”.

2. Esaú vende sua primogenitura

A primogenitura (herança do primogênito) consistia:

1) Liderança na adoração a Deus e chefia familiar;

2) uma dupla porção na herança paterna e

3) o direito à bênção do concerto, coforme Deus prometera a Abraão.

Esaú se preocupava tão somente com o momento presente, com prazeres momentâneos, desprezava o porvir, as bênçãos de Deus, optou erroneamente por desprezar as bênçãos de Deus que ultrapassam nosso entendimento por um prato de lentilhas (algo sem valor).

Gênesis 25.29-30

29 E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo e estava ele cansado.
30 E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso, se chamou o seu nome Edom.
31 Então, disse Jacó: Vende-me, hoje, a tua primogenitura.
32 E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer, e para que me servirá logo a primogenitura?
33 Então, disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó.
34 E Jacó deu pão a Esaú e o guisado das lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e foi-se. Assim, desprezou Esaú a sua primogenitura
.

Jacó comprou o direito de primogenitura que Deus, desde o início, pretendia que recebesse. A Bíblia diz que o fato de Esaú ter trocado a primogenitura por um prato de lentilhas demonstrou que ele foi profano (Hebreus 12.16).

A troca da primogenitura de Esaú por um prato de lentilhas virou sinônimo de troca de algo valioso, (princípio moral) por algo de pequeno valor material.

A Aliança de Deus com Abraão excluiu todos os seus filhos, menos Isaque, e dos filhos de Isaque, somente Jacó recebeu a promessa, quanto a Jacó, todos os seus filhos passarama fazer parte da Aliança de Deus com Abraão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A Recompensa vem de Deus!

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Maio 1, 2008

A Recompensa vem de Deus!

TEXTO BÁSICO:

Romanos 12.19

Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor”.

Comentário:

Convivemos nos dias atuais, com uma violência desmensurada, todos os dias presenciamos algum tipo de violência, seja contra os idosos, seja contra o pai de família, seja contra as crianças. Ficamos revoltados e queremos ver a justiça para todos aqueles que praticam qualquer espécie de violência contra pessoas ou crianças indefesas.

Quantas pessoas pensam em fazer justiça com suas próprias mãos? Quantos ao verem os maltratos sofridos por idosos e crianças, logo não pensam em vingança?

Vamos meditar no que o Senhor nosso Deus diz a esse respeito. Qual a nossa posição como crentes no Senhor Jesus Cristo, diante da violência que nos rodeia, como deve ser a nossa postura diante da violência que assola o mundo. 

INTRODUÇÃO

Romanos 12.1-2

1 Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

2 E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Apresentar o corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus é o que se espera de todo homem temente a Deus; significa oferecer-nos a Deus completamente, como se fôssemos um sacríficio vivo a ele, dedicado ao seu serviço. Esta é a verdadeira adoração que devemos oferecer ao Senhor nosso Deus. 

O Apostolo Paulo, falando aos Romanos, incita-os a não compartilhar com as coisas desse mundo, ou seja, manterem-se afastados das coisas e atitudes desse mundo, uma vez que já foram transformados pela renovação do entendimento que haviam experimentado, pelo conhecimento do Evangelho de Cristo.

RENOVAÇÃO - MUDANÇA PARA MELHOR!!!

Falando em renovação, temos que entender se tratar de uma mudança para melhor, portanto, devemos ser diferentes:

- Temos que agir de forma diferente,

- Temos que pensar de modo diferente;

- Temos que ter sentimentos diferentes daqueles que o mundo tem.

O ser humano tem uma tendência a julgar o seu semelhante:

Segundo as aparências,

Segundo a opinião dos outros,

Segundo a mídia, falada e televisada;

Segundo nossos próprios sentimentos, se gostamos ou não da pessoa em questão.

É DEUS QUEM JULGA E DÁ A RECOMPENSA

O crente no Senhor Jesus Cristo, tem que ter uma postura diferente, porque a Deus pertence a vingança, é Ele que dá a recompensa, para justos e ímpios, para os que temem ao Senhor e para os que não temem:

Romanos 12.21

“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”.

Hebreus 10.30-31

30 - Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.

31 - Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.

Malaquias 3-18

“Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve”.

I - DEUS RECOMPENSA O MAL:

1. Deus recompensará aqueles que praticam o mal:

1.1 - Conforme as obras de cada um Deus retribuirá com FUROR

Isaias 59.18

“Conforme forem as obras deles, assim será a sua retribuição; furor, aos seus adversários, e recompensa, aos seus inimigos; às ilhas dará ele a sua recompensa”.

Ele dará a cada um o castigo que merece. Com “furor”, (ira extrema) castigará os seus inimigos, povos e países distantes, todos os inimigos de Deus serão castigados com Sua ira.

1.2 - Os que praticam abominações (coisa repulsiva)

Deus castigará sem dó nem piedade aqueles que praticam abominações diante de Deus:

Ezequiel 7.4

“E não te poupará o meu olho, nem terei piedade de ti, mas porei sobre ti os teus caminhos, e as tuas abominações estarão no meio de ti; e sabereis que eu sou o SENHOR”.

Ezequiel 11.21

“Mas, quanto àqueles cujo coração andar conforme o coração das suas coisas detestáveis e das suas abominações, eu farei recair na sua cabeça o seu caminho, diz o Senhor JEOVÁ”.

1.3 - Os que fazem sofrer os seus servos

Aquelas pessoas que afligem os servos de Deus, que atormentam os seus filhos, serão atribulados, Deus trará sofrimentos a eles:

2 Tessalonicenses 1.6

“Se, de fato, é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam”.

1.4 - Os que desprezam a Sua Palavra

Aqueles que ignoram a Palavra de Deus, que desprezam a correção, que não andam segundo a Vontade de Deus e fazem o que não é reto perante o Senhor, receberão a justa retribuição de Deus:

Hebreus 2.2-3

2 Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição,

3 como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram;

II - DEUS RECOMPENSA OS JUSTOS

1. Deus recompensa os que se abrigam n’Ele

Todos os que buscam refúgiar-se em Deus serão recompensados:

Rute 2.2

“O SENHOR galardoe (recompense) o teu feito, e seja cumprido o teu galardão(a tua recompensa) do SENHOR, Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar”.

2. Deus recompensará aqueles que não se desviarem da Sua  Palavra:

2 Samuel 22.25

22 Porque guardei os caminhos do SENHOR e não me apartei impiamente do meu Deus.

23 Porque todos os seus juízes estavam diante de mim, e de seus estatutos me não desviei.

24 Porém fui sincero perante ele e guardei-me da minha iniqüidade.

25 E me retribuiu o SENHOR conforme a minha justiça, conforme a minha pureza diante dos seus olhos.

3. Deus recompensará os justos com prosperidade:

A Bíblia diz que a desgraça perseguirá os pecadores em toda parte, mas os que praticam a justiça serão recompensados com prosperidade.

Provérbios 13.21

O mal perseguirá aos pecadores, mas os justos serão galardoados com o bem.

4. Deus dá coragem e ânimo aos justos:

Os desanimados recebem de Deus a coragem e o ânimo para continuar lutando, ele vem para nos salvar e castigar os nossos inimigos.

Isaías 35.4

Dizei aos turbados de coração: Esforçai-vos e não temais; eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará.

5. Deus recompensará os que praticam a justiça com a ressurreição do corpo

Os homens não têm como pagar o bem que fazemos, mas Deus nos abençoara e nos ressuscitará no esperado dia do Senhor.

Lucas 14.14

“e serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado serás na ressurreição dos justos”.

6 - O justo tem que aguardar e confiar na recompensa de Deus:

Hebreus 10.35

“Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão”.

CONCLUSÃO

Deus recompensará aqueles que se mantiverem Fiéis:

1- Aos que pregam o Evangelho da Salvação para ganhar almas para Cristo:

Daniel 12.3

“Os sábios, pois, resplandecerão como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas, sempre e eternamente”.

2- Aos que servem ao Reino de Deus com humildade:

Mateus 10.42

“E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão”.

3 - Aos que exercem a mordomia de Deus com fidelidade:

Mateus 25.23

“Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor”.

4 - Aos que praticam a misericórdia e piedade:

Lucas 6.35

“Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei o bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus”.

5 - Aos que fazem o bem a todos, sem distinção de raça e de cor:

Romanos 2.10

“Glória, porém, e honra e paz a qualquer que faz o bem, primeiramente ao judeu e também ao grego”.

Efésios 6.8

“Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre”.

É Deus quem recompensa o homem, para o bem ou para o mal. Nossa obrigação, como verdadeiros cristãos, é interceder, orar incessantemente para que Deus, na Sua infinita misericórdia, transforme os corações, de modo que o homem venham a conhecê-lo.  

Amém!

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Você Sabia…

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Abril 20, 2008

Que o encontro de Jesus com a Igreja é figurado pelo encontro entre Rebeca e Isaque.

Veja em Gênesis 24.65 a 67.

v.65 - e disse ao servo: Quem é aquele varão que vem pelo campo ao nosso encontro? E o servo disse: Este é meu senhor. Então, tomou ela o véu e cobriu-se.

v.66 - E o servo contou a Isaque todas as coisas que fizera.

v.67 - E Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe, Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a. Assim, Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe.

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Você Sabia…

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Abril 20, 2008

Que o nome Isaque significa “riso” e representa Cristo;

 Que Rebeca significa “corda com laço” e representa a Igreja, e que,

Eliezer significa “meu Deus é auxílio” e representa o Espírito Santo?

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Período dos Patriarcas - Parte V - Isaque

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Abril 20, 2008

 1. - Conhecendo Rebeca

O nome Rebeca significa “corda com laço”, filha de Betuel, da cidade de Naor da Mesopotâmia.

Eliezer, havia jurado a Abraão, seu senhor, segundo o costume da época, que traria uma mulher das filhas de Naor, da terra de sua parentela, para desposar Isaque seu filho, e este Eliezer ao qual falamos anteriormente, pediu um sinal a Deus para que escolhesse a esposa certa para o filho de seu senhor.

Gênesis 24.14

Seja, pois, que a donzela a quem eu disser: abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos, esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque; e que eu conheça nisso que fizeste beneficência a meu senhor“.

Tirar água do poço exigia muito esforço das moças do lugar. Qualquer moça que concordasse com esse pedido, seria sem dúvida, alguém submissa e laboriosa.

A Bíblia relata que antes mesmo que ele acabasse de falar, eis que Rebeca, que havia nascido a Betuel, filho de Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, saía com seu cântaro sobre o seu ombro para buscar água.

1.1 - Rebeca era formosa à vista

Gênesis 24.16

“E a donzela era mui formosa à vista, virgem, a quem varão não havia conhecido; e desceu à fonte, e encheu o seu cântaro, e subiu”.

1.2 - Era trabalhadeira, não se perturbou em atender ao estrangeiro, deu de beber a ele e a seus animais, enquanto as outras moças do lugar achavam muito difícil tirar água do poço para elas, quanto mais servir a um estranho.

Gênesis 24.18-20

V.18 - E ela disse: Bebe, meu senhor. E apressou-se, e abaixou o seu cântaro sobre a sua mão, e deu-lhe de beber.
V.19 - E, acabando ela de lhe dar de beber, disse: Tirarei também água para os teus camelos, até que acabem de beber.
V.20 - E apressou-se, e vazou o seu cântaro na pia, e correu outra vez ao poço para tirar água, e tirou para todos os seus camelos.

1.3 - Era hospitaleira e gentil

Rebeca, sem dúvida alguma, havia aprendido a usar de beneficência com o próximo, além da forma gentil com que tratou o estrangeiro dando-lhe de beber, ainda o convida para sua casa.

Gênesis 24.25

“Disse-lhe mais: Também temos palha, e muito pasto, e lugar para passar a noite”.

Quantos teriam o desprendimento de Rebeca? Quantos oferecem um copo de água a alguém sedento? Quantos nos dias de hoje, oferecem um lugar para alguém passar uma noite, ou um prato de comida ao faminto?

A Bíblia diz em Hebreus 13.2:

“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque, por ela, alguns, não o sabendo, hospedaram anjos”.

Hospedar, significa, receber em casa, acolher. Quantas pessoas têm esse “dom”? Quantos estão dispostos a abrir suas casas para acolher alguém, mesmo que seja por uma noite sequer?

Miquéias 6.8 ensina o que Deus espera de cada um de nós:

“Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?”

Rebeca tinha qualidades que fazem de uma mulher a adjutora ideal. No tratamento que deu a Eliezer, mostrou-se, prestativa, gentil, espontânea, meiga, exatamente o perfil que toda mulher deve ter, pois seu papel é de auxiliadora do homem.

1.4 - Rebeca era determinada

A determinação de Rebeca foi demonstrada em aceitar prontamente desposar Isaque e deixar sua família.

Gênesis 24.58

“E chamaram Rebeca e disseram-lhe: Irás tu com este varão? Ela respondeu: Irei”.

Muitas pessoas não têm essa determinação. Num momento aceitam determinada situação, num outro se arrependem. As decisões que tomamos em nossas vidas devem ser feitas de forma a não haver arrependimentos.

Não pode existir dúvidas na forma de agir do crente. Sempre que temos que tomar decisões, estas devem ser precedidas de oração e súplicas, de consulta ao nosso Deus, de modo que o Espiríto Santo venha a nos dirigir para a decisão que agrade ao Senhor, que não contrarie a vontade de nosso Pai Celeste. Se realmente temos fé no Senhor Jesus, e confiamos no Seu agir, não podemos duvidar da Sua providência.

Tiago 1.6

“Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte”.

Rebeca tinha essa convicção, não titubeou em aceitar a proposta que Eliezer lhe fizera. Deixou para trás sua família, seus compromissos, a vida que tinha naquele lugar, e foi com Eliezer e desposou Isaque.

A determinação de Rebeca, e sua autoconfiança fizeram dela a esposa perfeita para Isaque, e ambos viveram uma alegria conjugal como poucos casais viveram ou vivem até hoje.

Gênesis 24.67

“E Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe, Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a. Assim, Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe”.

Essa determinação de Rebeca, no entanto, foi usada de maneira errada, a espiritualidade demonstrada quando da gestação de seus filhos (Gn 25.22), parece ter sido sufocada pela precipitação, pela falta de paciência em esperar pelas promessas de Deus (ver Gn 27.5-16).

E ela, como tantas outras mulheres, no intuito de proteger o filho querido, tornou-se dominadora, e pagou um alto preço, uma maldição (Gn 27.13ª); nunca mais viu seu filho querido, Jacó!

A Bíblia é omissa quanto à morte de Rebeca. As Escrituras dizem que ela foi enterrada ao lado de seu marido na Caverna de Macpela próximo de Manre (Gênesis 49:30-31).

 

 

 

 

 

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O período dos Patriarcas - Parte IV - Isaque

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Março 18, 2008

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Isaque - Gênesis 25.19 - 35.29 

1. Quem era Isaque 

Isaque teve uma vida longa, viveu 180 anos, (Gn 35.2 8) mas nunca se afastou da sua região (Gn 35.27; cf 13.18; 24.62; 25.11), comparado com Abraão e Jacó, teve uma vida sossegada, no entanto, é um dos patriarcas de maior influência no meio do povo de Deus.

Gênesis 35.27 

“E Jacó veio a Isaque, seu pai, a Manre, a Quiriate-Arba (que é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Isaque”.

 Isaque nasceu quando Abraão tinha 100 anos de vida e Sara 90. Estava com 37 anos quando morreu Sara sua mãe e com 40 anos se casou com Rebeca, com 60 anos nasceu Jacó, com 75 anos morreu Abraão, com 137 anos (aproximadamente) quando Jacó fugiu, com 157 anos (aproximadamente) quando Jacó voltou e 167 anos quando José foi vendido por seus irmãos. Morreu com 180 anos, no mesmo ano em que José se tornou governante do Egito. Abraão viveu 175 anos; Isaque 180 anos; Jacó 147 e José 110 anos. 

Isaque, juntamente com Abraão e Jacó, são os membros do trio cujos nomes são parte da identificação do próprio Deus (Ex 2.24; Sl 105.9), a quem o Senhor garante a segurança dos descendentes e eles próprios têm lugar de destaque no reino o qual Jesus pregou e que são usados por Cristo como prova da existência do céu (Mt 8.11; Lc 13.28).

Êxodo 2.24

“E ouviu Deus o seu gemido e lembrou-se Deus do seu concerto com Abraão, com Isaque e com Jacó”.

Salmo 105.9 a 11

“…do concerto que fez com Abraão e do seu juramento a Isaque, o qual ele confirmou a Jacó por estatuto e a Israel por concerto eterno, dizendo: A ti darei a terra de Canaã por limite da vossa herança”.

Mateus 8.11

“Mas eu vos digo que muitos virão do Oriente e do Ocidente e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no Reino dos céus”.

Lucas 13.28 

“Ali, haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no Reino de Deus e vós, lançados fora”.

2. A morte de Sara

Sara morreu na idade de cento e vinte e sete anos e foi enterrada em Hebrom, num campo adquirido por Abraão por quatrocentos siclos, de um habitante de Hebrom, de nome Efrom onde construiu um túmulo, a fim de enterrar ali sua esposa. Hoje existe uma grande estrutura chamada  caverna de Macpela, lugar sagrado para judeus, cristãos e muçulmanos e onde foram sepultados os restos mortais de Abraão, Isaque e Rebeca e Jacó e Lia.

3. O noivado de Isaque e Rebeca

Rebeca era prima em 2º grau de Isaque, filha de Betuel, que era filho de Naor irmão de Abraão. Abraão escolheu em seguida seu principal servo para ir pedi-lá em casamento, obrigando-o por juramento, fazendo-o pôr sua mão sob sua coxa (Gn 24.2), executar tudo quanto havia de ordenar. O propósito de Abraão em enviar seu principal servo (Elieser de Damasco) de volta ao seu próprio povo a fim de procurar uma esposa para Isaque, era sem dúvida, de resguardar sua posteridade da idolatria dos cananeus que habitavam ao redor.

Gênesis 24.2 a 4

“E disse Abraão ao seu servo, o mais velho da casa, que tinha ogoverno sobre tudo o que possuía: Põe agora a tua mão debaixo da minha coxa, para que eu te faça jurar pelo Senhor Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus no meio dos quais eu habito, mas que irás à minha terra e à minha parentela, e daí tomarás mulher para meu filho Isaque”.

Se Isaque tivesse se casado com uma mulher cananeia, a história seria contada de modo diferente. Abraão sabia que o jugo desigual traria consequências desastrosas para sua descendência.

4. A morte de Abraão

Sara morreu com 127 anos, Abraão nessa época, estava com 137 anos, viveu mais 38 anos depois da morte de Sara e casou-se com Quetura que lhe deu seis filhos, dos quais surgiram os midianitas. Quinhentos anos mais tarde, Moisés casou-se com Zípora, mulher midianita.

Abraão morreu com 175 anos de idade e foi sepultado em Hebrom juntamente com Sara. Abraão foi o maior, o mais puro e o mais venerável dos patriarcas, reverenciado por judeus, cristãos e muçulmanos, amigo de Deus e pai dos fiéis. Exemplo de fé em Deus para nós todos.

5. Eliezer - Mordomo de Abraão

Abraão comissionou Eliezer a encontrar dentre as mulheres de sua família uma esposa para Isaque. Os jovens não decidiam com quem iam casar-se. Esse costume tendia a produzir um padrão estável de casamento (Gn 24.67).

Gênesis 24.67 

“E Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe, Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a. Assim, Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe”.

O fato dos pais arranjarem o casamento, não significava necessariamente que desprezavam os sentimentos dos filhos (veja Gn 24.58), ou que o amor não acontecia algumas vezes antes do casamento (Gn 29.10,20).

Gênesis 24.58 

“E chamaram Rebeca e disseram-lhe: Irás tu com este varão? Ela respondeu: Irei”. 

Gênesis 29.10,11 e 20 

v.10 E aconteceu que, vendo Jacó a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, chegou Jacó, e revolveu a pedra de sobre a boca do poço, e deu de beber às ovelhas de Labão, irmão de sua mãe.
v.11 E Jacó beijou a Raquel, e levantou a sua voz, e chorou. 

v.20 Assim, serviu Jacó sete anos por Raquel; e foram aos seus olhos como poucos dias, pelo muito que a amava. 

Características de Eliezer:

a) era homem de confiança de Abraão - a confiança depositada por Abraão vinha do tempo que Eliezer estava com ele. Somente com o tempo é que passamos a confiar plenamente nas pessoas que estão ao nosso redor e elas em nós. Confiança não se pede se conquista, não se compra, se ganha.

Gênesis 24.2

“E disse Abraão ao seu servo, o mais velho da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe agora a tua mão debaixo da minha coxa”.

b) era um homem prevenido - levou consigo tudo que era preciso para a longa viagem que faria, e para sua missão. Diz o ditado que é melhor prevenir do que remediar. Se temos que fazer algo que vai depender de circunstâncias que estão fora de nosso controle, o melhor a fazer é avaliar os possíveis contratempos que eventualmente teremos e estar preparados para resolvê-los. 

Gênesis 24.10

“E o servo tomou dez camelos, dos camelos do seu senhor, e partiu, pois que toda a fazenda de seu senhor estava em sua mão; e levantou-se e partiu para a Mesopotâmia, para a cidade de Naor”.

c) era um homem de fé - pediu a Deus que lhe desse um bom encontro, e um sinal para ter a certeza que estaria fazendo tudo segundo a vontade de Deus. Quantos de nós pedimos a Deus, que nos dê um bom encontro nas nossas relações profissionais, será que consultamos a Deus sobre as nossas atitudes e decisões que tomamos? Quantas vezes agimos precipitadamente em alguma atividade que desenvolvemos e nos arrependemos depois, por não pensarmos e agirmos por impulso? Eliezer nos ensina a confiar no nosso Deus e esperar que Ele nos dê a direção que devemos seguir.

Gênesis 24.12 a 14

v.12 E disse: Ó SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, dá-me, hoje, bom encontro e faze beneficência ao meu senhor Abraão!
v.13 Eis que eu estou em pé junto à fonte de água, e as filhas dos varões desta cidade saem para tirar água;
v.14 Seja, pois, que a donzela a quem eu disser: abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos, esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque; e que eu conheça nisso que fizeste beneficência a meu senhor.

d) era um homem que reconhecia a providência de Deus - Orou a Deus agradecido por tê-lo feito chegar ao seu destino, não esqueceu de agradecer a Deus pela sua beneficência. Sempre pedimos a Deus pela nossa vida e pela de nossos familiares, pela igreja e por todos que solicitam orações e intercessão por alguém ou por algo que necessitam, no entanto, quantas vezes nos lembramos de agradecer a Deus pela graça alcançada? Vamos seguir o exemplo de Eliezer, vamos nos lembrar sempre, todos os dias e todas as horas de agradecer a Deus por tudo que Ele tem feito por nós.

Gênesis 24.27 

E disse: Bendito seja o SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, que não retirou a sua beneficência e a sua verdade de meu senhor; quanto a mim, o SENHOR me guiou no caminho à casa dos irmãos de meu senhor”.

e) Falava do seu Senhor e não dele próprio - A maioria das pessoas tendem a exaltar a si próprio quando se trata de falar sobre determinado assunto; Eliezer fala não de si, mas da riqueza de seu amo, e da herança do seu filho.

Gênesis 24. 34 a 36

v.34 Então, disse: Eu sou o servo de Abraão.
v.35 O SENHOR abençoou muito o meu senhor, de maneira que foi engrandecido; e deu-lhe ovelhas e vacas, e prata e ouro, e servos e servas, e camelos e jumentos.
v.36 E Sara, a mulher do meu senhor, gerou um filho a meu senhor depois da sua velhice; e ele deu-lhe tudo quanto tem.

Eliezer, enfeita a noiva com as jóias da casa paterna, mesmo antes dela iniciar a viagem. Eliezer representa o Espírito Santo que prepara a igreja para o encontro com o noivo, no dia do arrebatamento.

Gênesis 24.53

“e tirou o servo vasos de prata, e vasos de ouro, e vestes e deu-os a Rebeca; também deu coisas preciosas a seu irmão e a sua mãe”.

Amém! 

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O período dos Patriarcas - Parte III - Abraão

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Março 10, 2008

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Monte Tabor

O nascimento de Isaque e o sacrifício de Abraão

Gênesis 21:1 a 3

v.1 O Senhor visitou Sara, como tinha dito, e lhe fez como havia prometido.

v.2 Sara concebeu, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, de que Deus lhe falara.

v.3 E Abraão pôs no filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, o nome de Isaque.

Abraão tinha 86 anos quando Agar lhe deu Ismael e 100 anos quando nasceu Isaque, tinha então Ismael aproximadamente 15 anos de idade quando nasceu Isaque (Gn 21.5 e 16.16). O Apóstolo Paulo usou a história desses dois meninos para exemplificar a aliança mosaica e a aliança cristã (a velha e a nova aliança - veja em Gl 4.21-31).

Após o nascimento de Isaque, Sara temeu que Ismael, sendo mais velho que Isaque, após a morte de Abraão, pudesse tornar-se senhor do lugar. Assim ela persuadiu a Abraão a que afastasse Ismael e sua mãe.

Gênesis 21.10b

“…Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não será herdeiro com o meu filho, com Isaque”.

O pedido de Sara pareceu desumano a Abraão, por causa de seu filho Ismael, Deus porém conforta o coração de Abraão prometendo que Ele faria de Ismael uma nação, pois era de sua descendência.

Gênesis 21.11 a 13

v.11 Pareceu isto bem duro aos olhos de Abraão, por causa de seu filho. 

v.12 Deus, porém, disse a Abraão: Não pareça isso duro aos teus olhos por causa do moço e por causa da tua serva ; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência.

v.13 Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto ele é da tua linhagem.

Sendo Ismael ainda moço, incapaz de se governar sozinho, Abraão o entregou à sua mãe à qual disse que se fosse embora, dando-lhe alguns pães e um odre cheio de água.

Estando Agar e seu filho andando no deserto de Beer-Seba e tendo esgotada toda água do odre que Abraão havia lhe dado, deitou o menino num arbusto e pôs-se a certa distância dele, porque dizia: Que não veja eu morrer o menino.

Mas Deus ouve a oração do menino e renova Suas promessas.

Gênesis 21.17 a 19

v.17 Mas Deus ouviu a voz do menino; e o anjo de Deus, bradando a Aga desde o céu, disse-lhe: Que tens Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está.

v.18 Ergue-te, levanta o menino e toma-o pela mão, porque dele farei uma grande nação.

v.19 E abriu-lhe Deus os olhos, e ela viu um poço; e foi encher de água o odre e deu de beber ao menino.

Quando Ismael chegou à idade de se casar, sua mãe deu-lhe por esposa uma mulher egípcia, pois ela mesma havia nascido no Egito. Ismael teve doze filhos, e ocuparam toda a região entre o Eufrates e o mar Vermelho e a chamaram Nabatéia. Os árabes originaram-se deles e seus descendentes conservaram o nome de nabateenses por causa do seu valor e da fama de Abraão(¹).

(¹) fonte: Flávio Josefo  - A História dos Hebreus - Ed CPAD

Deus prova a fidelidade de Abraão e pede Isaque em sacrifício

Abraão amava Isaque como todo pai ama seu único filho. Isaque por sua vez, segundo Flavio Josefo, praticava com entusiasmo toda espécie de virtudes, servia a Deus com tanta fidelidade e prestava a seu pai tantos serviços que lhe dava todos os dias novos motivos de amá-lo.

Talvez, o fato de Abraão se dedicar ao cuidado de seu filho, tenha feito com que ele próprio, tenha se descuidado das coisas de Deus. Esse descuido pode nos afastar de Deus e nos colocar à mêrce do mundo.

Abraão teve que provar que seu amor e fidelidade a Deus eram maiores que o amor que ele dedicava a seu filho Isaque. Devemos sempre perguntar qual a posição que Deus ocupa em nossa vida, e na vida de nossa família.

Gênesis 22.1b a 2

v.1b …Deus provou a Abraão, dizendo-lhe: Abraão! E este respondeu: Eis-me aqui!

v.2 Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas; vai à terra de Moriá e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te hei de mostrar.

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Mesquita o domo da Rocha

A terra de Moriá

Acreditamos ser o mesmo local onde Salomão posteriormente construiu o primeiro templo. Hoje existe no local uma construção muçulmana, o Domo da Rocha, construída em 691 d.C.

Devemos observar que Deus não tentou Abraão, pois Deus não nos tenta (Tg 1.13), mas sim nos prova para confirmar a nossa fé (Ex 20.20) ou para comprovar nossa dedicação a Ele (Dt 8.2).

Êxodo 20.20

“Respondeu Moisés ao povo: Não temais, porque Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis”.

 Deuteronômio 8.2

“E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, tem te conduzido durante estes quarenta anos no deserto, a fim de te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos”.

 A ordem imperativa de Deus para Abraão, era como espada que atravessava o coração de Abraão, qualquer pessoa que não tivesse a fé de Abraão, não se prontificaria a entregar seu Isaque em holocausto.

A prova de fidelidade pedida a Abraão era ainda mais penosa, pela maneira como fora feita:

1) “Toma agora teu filho, teu único filho” - Deus não pediu cordeiro, ovelha, ou outro tipo de sacrifício, pediu o bem mais precioso para Abraão, o seu filho a quem amava.

2) Durante três dias, Abraão ficou vendo na sua mente Isaque morto. O sofrimento de saber que estava levando seu filho para a morte, era para ele como se já estivesse matado seu filho. Isaque é uma prefiguração da morte de Cristo.

3) O sacrifício consistia na morte e holocausto. Os pensamentos de Abraão certamente não o deixaram sossegar, durante todo o tempo da perigrinação até o monte Moriá, três dias, antes da providência e misericordia de Deus.

Chegaram na região de Moriá, local distante de Beer-Seba (local próximo a Hebrom) entre 80 e 100 Km. Abraão deixa seus servos na base do monte e sobe com Isaque ao local indicado por Deus para o sacrifício.

Gênesis 22.5

“E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui, com o jumento, e eu e o mancebo iremos até lá; depois de adorarmos, voltaremos a vós”.

A Bíblia não fala sobre a idade de Isaque na época, Flavio Josefo estima a idade de Isaque em 25 anos. 

O versículo 5 acima, revela a confiança de Abraão no seu Deus. ele sabia que mesmo que Deus tomasse Isaque para si, Ele mesmo o daria de volta a ele.

Hebreus 11.17 a 19

v.17 Pela fé, Abraão, sendo provado, ofereceu Isaque; sim, ia oferecendo o seu unigênito aquele que recebera as promessas,

v.18 e a quem se havia dito: Em Isaque será chamada sua descendência,

v.19 julgando que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar; e daí também em figura o recobrou.

“Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho” - a resposta à pergunta de Isaque a seu pai, após ter pego o fogo, o cutelo e a lenha para o holocausto, profetiza aquilo que seria a provisão de Deus para a salvação da humanidade: “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Certamente Deus providenciaria para si, o cordeiro que tiraria o pecado do mundo, Jesus Cristo.

Gênesis 22.8

“Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois iam caminhando juntos”.

Chegando ao lugar que Deus preparou, edificou Abraão o altar, pôs a lenha em ordem, e amarrou Isaque, seu filho, e o deitou sobre o altar, em cima da lenha.

Devemos aqui lembrar a submissão e obediência de Isaque, o filho da promessa, mesmo sendo ele um jovem e seu pai já adiantado em idade, não se virou contra ele, aceitou passivamente a ordenança de Deus, sabendo que a Sua vontade tinha que ser respeitada.

Isaque um tipo da obediência de Cristo até a morte. Deus providenciou um “substituto” para tomar o lugar de Isaque, o cordeiro preso pelos chifres no mato. No futuro, Deus haveria de ceder seu Filho em sacrifício pelo pecado, e não haveria substituto para Ele.

Romanos 8.32

“Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas?” 

Deus provou a fé de Abraão pedindo a vida de Isaque. Mas o que Deus pede de nós hoje?

Miquéias 6.8

“Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus?”

Amém!

Fotos: Bp Ronaldo Monteiro - ICPBB VL Guilherme

   

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Sonhando os sonhos de Deus

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Janeiro 25, 2008

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(¹) Foto: Rio Nilo 

Texto Básico: Gênesis 39: 5 a 8

v.5 Sonhou também José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o aborreciam ainda mais.

v.6 E disse-lhes: Ouví, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado:

v.7 Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava e também ficava em pé, e eis que os vossos molhos o rodeavam e se inclinavam ao meu molho.

v.8 Então lhe disseram seus irmãos: Tu pois deverás terás domínio sobre nós? Por isso tanto mais o aborreciam por seus sonhos e por suas palavras.

Comentário:

Estamos no limiar de um novo ano, e como acontece nessa época, ficamos sonhando com o ano novo, planejamos, fazemos contas, dizemos: nesse ano vamos reformar a casa, vamos viajar, vamos pagar, vamos receber, vamos isso, vamos aquilo. Todo começo de ano, o nosso sonho é esse, o de realizações.

Hoje, eu gostaria de falar justamente sobre realizações, se preferir: Tornando sonhos em realidade.

Introdução

Os sonhos são bons, ruim é o pesadelo. Sonhar faz parte da vida do ser humano, o sonho renova a esperança, reaviva a fé, cria perspectivas, e alegra a alma. Em Salmos 126.1 a Bíblia nos diz que os que voltaram do cativeiro para Sião, estavam como os que sonham, porque grandes coisas havia o Senhor feito a eles, por isso estavam alegres, portanto o sonho traz também a alegria de volta.

Vemos porém que a maior parte do que sonhamos não se tornam realidade, ficam somente nos sonhos, porque isso acontece?

O presente estudo, busca mostrar as estratégias que os crentes no Senhor Jesus devem ter para que seus sonhos se tornem realidade nesse novo ano que se inicia, para isso vamos aprender com José, o servo do Senhor que viu seus sonhos se tornarem realidade, mesmo depois de 13 anos de lutas e privações.

I- José com seu pai Israel (Jacó)

A história de José começa a ser contada no capítulo 37 do livro de Gênesis, e nos revela como o povo de Israel começou a se transformar numa grande nação, cumprindo assim as promessas que Deus havia feito primeiro a Abraão, depois a Isaque e por último a Israel.

A Bíblia diz que Israel amava mais a José do que aos outros filhos, pois era filho de sua velhice (Jacó tinha 90 anos quando nasceu José), e deu-lhe uma túnica de várias cores. Certamente José aprendeu com Jacó a arte de administrar os recursos que Deus derá à família de Jacó. Essa distinção para José denota um favoritismo em comparação com os outros irmãos, o que numa família pode gerar ciúme e contendas.

Gênesis 37:4

“Vendo pois seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos os seus irmãos, aborreceram-no, e não podiam falar com ele pacificamente”.

Em muitas famílias acontece a mesma coisa que aconteceu na família de Israel, um filho ou uma filha ser mais querido ou amado do que outro. Embora os pais insistam em dizer que tratam seus filhos igualmente, que todos desfrutam do seu amor e atenção da mesma forma e com a mesma intensidade, sabemos que em muitos casos não é assim que acontece, pois se um filho têm mais necessidades do que outro, ou é mais carinhoso com seus pais do que os demais, certamente desfrutará da atenção e do carinho de seus pais muito mais do que seus irmãos.

Flávio Josefo, enaltece as qualidades de José, sobre os seus irmãos, qualidades de espírito como de corpo, que ele tinha sobre seus irmãos, além da sua sabedoria.  Diz também que o afeto que seu  pai  não podia esconder excitou contra ele a inveja e o ódio de seus irmãos. Estes aumentaram ainda mais por causa de alguns sonhos que lhes contou na presença de seu pai. (Flavio Josefo - História dos Hebreus - Ed CPAD).

II - Os sonhos de José

José tinha um dom especial que lhe fora dado por Deus, tinha o dom da revelação através dos sonhos. Deus revela às vézes Sua vontade através de sonhos proféticos:

Números 12:6

“E disse: Ouvi agora minhas palavras: se entre vós houver profetas, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele”.

Mateus 1:19 e 20

v.19 Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la e secretamente.

v.20 E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo.

José revelou seus sonhos à sua família, talvez de forma precipitada, e com certa imaturidade, própria aliás dos jovens, lembre-se, José tinha apenas dezessete anos (Gn 37:5 a 11). Os sonhos de José não eram para exaltá-lo diante de sua família, mas para mostrar o que Deus havia preparado para ele no futuro, dentro do Egito.

Devemos ter cuidado ao revelar nossos sonhos a outras pessoas. Nossos desejos e projetos podem causar inveja, ódio, frustração e outros sentimentos malignos naqueles que não desejam nosso bem. Guarde seus sonhos para você mesmo.

III - José é vendido a Potifar

Em Provérbios 14:30 diz que a inveja é a podridão dos ossos. José não se apercebeu que seus irmãos o invejavam a ponto de conspirarem contra ele.

Quando Jacó o mandou a seus irmãos em Siquém (Gn 37:13) José não os encontrou e foi a procura deles em Dotã (hb: dois poços), cidade próxima de Siquém. Seus irmãos vendo-o se aproximar conspiraram contra ele para o matar.

Gênesis 37:18

“E viram-no de longe, e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele, para o matarem”.

A inveja é como um câncer maligno que nasce de uma célula defeituosa e logo cresce e se agiganta a ponto de contaminar todo o organismo, e se não for tratado a tempo leva a morte. Assim também é a inveja, nasce de um sentimento de ciúme, que é o desejo de ter ou ser igual a determinada pessoa, possuir o que o outro tem de melhor, quer seja riquezas, bens ou simpatia e carisma pessoal, e se não for eliminada logo, gera todo tipo de contendas e perversidade.

Temos vários exemplos na Bíblia que mostram as consequências da inveja, e que podemos tomar para nós mesmos a fim de evitarmos esse sentimento tão pernicioso e que retarda as bênçãos de Deus sobre nossas vidas:

a) A inveja de Caim matou Abel seu irmão

Gênesis 4:5

“Mas para Caim e para sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante”.

Deus percebeu o ciúme e a inveja de Caim, e alertou de que ele não deveria deixar esse sentimento tomar conta de seu ser, pois disse o Senhor:

Gênesis 4:7

“Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o teu desejo, e sobre ele dominarás”.

b) A inveja do sumo sacerdote ao Apóstolo Pedro 

Nem sempre a causa da inveja são os bens materiais ou a notoriedade que a pessoa invejada possui, algumas vezes, como no caso dos Apóstolos, a inveja é suscitada pelos dons que o nosso Deus dá àqueles que o buscam com inteireza de coração. O poder de Deus manifestado através do Apóstolo Pedro, quando até sua própria sombra curava os enfermos, fez com que o sumo sacerdote mandasse prendê-los.

Atos 5: 15, 17-18

v.15 De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles. 

v.17 E, levantando-se o sumo sacerdote, e todos os que estavam com ele (e eram da seita dos saduceus), encheram-se de inveja,

v.18 e lançaram mão dos apóstolos, e os puseram na prisão pública.

José é lançado numa cova 

Gênesis 37:24

“E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela”. 

Quando José chegou até seus irmãos, logo tiraram a José a sua túnica, a túnica de várias cores, que trazia, ela era o sinônimo do privilégio de José junto ao seu pai; e o lançaram numa cova.

O inimigo sempre procurará nos cegar, tirar nossa visão, destruir nossos sonhos, na cova não vemos a luz, não conseguimos enxergar o que se passa ao nosso redor, ficamos limitados e não podemos nos mover.

Quando os homens pecam, Satanás logo os ensina a tentar ocultar o pecado através de outro pecado. Pegaram a túnica de José e a mancharam com sangue de cabrito, e sentaram-se para comer pão, o pecado endurece o coração de um modo estranho.

Seus irmãos não se importaram com o quebrantamento de José, com seu sofrimento, com o frio e a fome que estava passando, o pecado cega o pecador, não houve piedade nem misericórdia, nem com José e muito menos com seu pai, quando mostraram a túnica colorida a Jacó. Certamente Jacó pensou que seu filho amado havia sido devorado por uma besta-fera.

Amós 6:6

“Que bebeis vinho em taças, e vos ungis com o mais excelente óleo; mas não vos afligis pela quebra de José”.

Venderam José aos midianitas por 20 moedas de prata, e foi levado pelos ismaelitas ao Egito, e vendido a Potifar, eunuco de Faraó, capitão da guarda.

Deus tem seus próprios métodos para realizar Sua vontade na vida de seus escolhidos. A Bíblia diz que Deus estava com José, e José achou graça aos olhos de Potifar e este entregou a José a direção de sua casa, bem como de seus bens, porque tudo o que José fazia, o Senhor prosperava em sua mão.

As pessoas que estão ao nosso redor têm que perceber que o Senhor é conosco, nosso testemunho tem que ser de fé no Senhor e de retidão perante os homens. Potifar na verdade se agradou de José pelas suas atitudes de servo de Deus, pois tudo que vinha à sua mão ele fazia com amor, com zêlo, com cuidado, dessa forma Deus abençoou a Potifar por amor de José.

Quando estamos debaixo da vontade de Deus, além de sermos abençoados, somos também abençoadores. Deus abençoou Potifar, como também abençoa aqueles para quem trabalhamos, para  quem prestamos nossos serviços, aqueles com quem negociamos. Sempre que andamos diante da face do Senhor, achamos graça diante d’Ele.

Gênesis 39: 2 a 4

v.2 E o Senhor estava com José, e foi varão próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.

v.3 Vendo pois o seu senhor que o Senhor estava com ele, e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em sua mão.

v.4 José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha.

Nossos inimigos podem nos tirar a liberdade, privar-nos da presença de nossos familiares, nos despojar de honras e privilégios, mas não podem nos afastar do amor de Deus por nós; a presença de Deus na nossa vida nos faz prosperar em meio a adversidades, as bênçãos e a comunhão com Deus nos dá esperança e certeza de que seremos vitoriosos no final. Estamos sonhando os sonhos de Deus, não existe possibilidade de não realização.

Na casa de Potifar, José aprendeu a administrar a fartura.

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IV - José no cárcere

Gênesis 39:7 a 9

v.7 E aconteceu depois destas coisas que a mulher de seu senhor pôs os seus olhos em José, e disse: deita-te comigo.

v.8 Porém ele recusou e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo, e entregou em minha mão tudo o que tem;

v.9 Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?

Satanás compreendeu que não era capaz de vencer José com os problemas e tribulações que armou para derrubá-lo, pois José continuava firme em seus princípios, então usou a esposa de Potifar para destruir José, porém José resistiu aos assédios da mulher de Potifar, frustrando assim as tentativas de Satanás de destruí-lo e fazê-lo perder a graça de Deus.

Para José, trair a confiança de Potifar era muito mais que fazer mal a ele, para José o mal maior era o de pecar contra Deus. Todo pecado, inclusive o pecado contra o matrimônio é pecado contra Deus. José conhecia muito bem a Palavra de Deus, ele sabia que o pecado do adultério é terrível para o crente, a Bíblia nos ensina que o opróbrio do adultério permanesse para sempre.

Provérbios 6: 32 a 33 

v.32 O que adultera com uma mulher é falto de entendimento; destrói a sua alma, o que tal faz.

v.33 Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará. 

Tendo José se recusado a trair Potifar, sua mulher, por vingança, o acusa de tentar deitar-se com ela.

Muitas vezes o fato de andarmos em retidão perante o Senhor, não traz recompensas imediatas, mas sabemos que somos bem-aventurados e receberemos nosso galardão no céu.

Mateus 5: 11 e 12

v.11 Bem aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.

v.12 Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

Acendeu-se a ira de Potifar e o entregou na casa do cárcere, e esteve José na casa do cárcere, no entanto, diz a Bíblia: “O Senhor, porém, estava com José e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor” (Gn 39:20-21).

Pela terceira vez a frase: “o Senhor estava com ele” é repetida. No cárcere o carcereiro-mor não tinha cuidado de nenhuma coisa que estivesse na mão de José, porquanto o Senhor estava com ele.

No cárcere José estava aprendendo a administrar necessidades, a falta de mantimentos e poucos recursos.

José interpreta dois sonhos 

Estando o copeiro do rei do Egito e o padeiro presos juntamente com José, ambos tiveram um sonho e os dois estavam turbados. José procura saber o que se passa e pergunta-lhes: “Por que estão hoje tristes os vossos semblantes?”.

Os que conhecem a Deus não podem ignorar o sofrimento dos outros. José percebeu o sofrimento dos eunucos do rei, e procurou saber o motivo da tristeza de ambos.

Talvez nós não possamos ajudar muito em algumas situações, mas cumpre-nos procurar saber se há possibilidade de ajudar um semelhante, de modo que possamos aliviar sua dor. Faz parte do sonho de Deus para nossa vida que demonstremos misericóridia para com o próximo.

Oséias 6:6

“Porque eu quero; misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”.

Tendo sonhado um sonho, estavam entristecidos por não entenderem seu significado. José pede para que contem seus sonhos, garantindo que Deus daria a interpretação:

a) Então o copeiro-mor contou seu sonho: “Eis que em meu sonho havia uma vide diante da minha face, e na vide três sarmentos, e estava como brotando; a sua flor saía, os seus cachos amadureciam em uvas; e o copo de Faraó estava na minha mão, e eu tomava as uvas, e as espremia no copo de Faraó, e dava o copo na mão de Faraó.

Disse José: Esta é a interpretação de seu sonho: Os três sarmentos são três dias; dentro de três dias Faraó levantará tua cabeça, e te restaurará ao teu estado, e darás o copo de Faraó na sua mão, conforme o costume antigo, quando eras copeiro.

b) Vendo o padeiro que a interpretação do sonho do copeiro era bom, disse a José: Eu também sonhava e eis que três cestos brancos estavam sobre a minha cabeça; e no cesto mais alto havia todos os tipos de manjares do Faraó, obra de padeiro; e as aves os comiam do cesto de sobre a minha cabeça.

Então respondeu José, está é a tua interpretação: Os três cestos são três dias: Dentro de três dias Faraó levantará a tua cabeça sobre ti, e te pendurará num pau, e as aves comerão a tua carne de sobre ti.

Passados os três dias, o copeiro-mor foi recolocado ao seu ofício e o padeiro foi enforcado como havia predito José.

Quando Deus revela através de sonhos, visões ou profecias, certamente se cumprirão. Quando realmente é Deus falando, não podemos duvidar, mas veja a quem Deus usou para profetizar ou revelar sua vontade.

José pediu ao copeiro-mor que não esquecesse dele quando estivesse com Faraó, mas ele não se lembrou de José, antes o esqueceu.

Nossa confiança não pode estar firmada na palavra de homem, pois este é falho, a Bíblia nos ensina que maldito é o homem que confia no homem (Jr 175b), e feliz é aquele confia no Senhor e n’Ele coloca sua esperança (Jr 17.7).

Mas quem não esquece dos seus é o nosso Deus. Muitas passagens mostram que Deus não esquece daqueles que lhe são fiéis:

Deus lembrou-se de Noé:

Gênesis 8:1

“E lembrou-se Deus de Noé, e de todo animal, e de toda rês que com ele estava na arca; e Deus fez passar um vento sobre a terra, e aquietaram-se as águas”.

Deus lembrou-se da aliança com Abraão: 

Êxodo 2:24

“E ouviu Deus o seu gemido, e lembrou-se Deus do seu concerto com Abraão, com Isaque e com Jacó”.

Deus não é injusto, Ele não esquece do seu trabalho:

Hebreus 6:10

“Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho da caridade que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis”.

V - José interpreta os sonhos de Faraó

Passados dois anos inteiros, Faraó teve um sonho, chamou os advinhadores, pessoas que por meio de advinhação, ajudados por poderes sobrenaturais, ou espíritos, buscavam explicar a Faraó o significado de seus sonhos, mas não havia ninguém que os interpretasse. O copeiro-mor, então lembrou-se de José e do seu pecado, e falou ao rei sobre como José interpretou corretamente os sonhos dele e do padeiro do rei, e como a interpretação dos sonhos se confirmara.

Deus age no tempo certo, se o copeiro-mor tivesse falado de José para o Faraó logo depois que foi libertado, José teria sido colocado em liberdade e voltaria imediatamente para junto de seu pai, então as bênçãos que recebeu provavelmente não receberia e sua família não teria sido tão abençoada como aconteceu depois.

Mandou Faraó trazer José à sua presença e contou-lhe seus sonhos:

O Faraó sonhou que subiam do rio sete vacas, formosas à vista e gordas de carne, e pastavam no prado. E eis que subiam do rio após elas outras sete vacas, feias à vista e magras de carne, e paravam junto às outras, e as vacas magras e feias comiam as vacas gordas e formosas à vista.

Depois sonhou outro sonho: E eis que brotavam dum mesmo pé sete espigas cheias e boas; e eis que sete espigas miúdas, e queimadas do vento oriental, brotavam após elas. E as espigas miúdas devoravam as sete espigas grandes e cheias.

Então Jose respondeu ao Faraó que Deus daria a resposta de paz a Faraó. E interpretou os sonhos de Faraó:

O sonho de Faraó é um só; o que Deus há de fazer, notificou-o a Faraó. As sete vacas gordas e formosas, bem como as sete espigas cheias, são sete anos; as sete vacas magras e feias e as sete espigas miúdas e queimadas, também são sete anos de fome, eis que vem sete anos de fartura e depois deles sete anos de fome sobre a terra.

José não tomou para si as honras da interpretação, antes honrou a Deus, não se acovardou em falar de Deus a Faraó, mesmo sabendo que o Egito tinha seus próprios deuses e ele poderia inclusive ser morto por isso. O próprio Faraó testemunha de José: “Acharíamos um varão como este, em quem haja o espírito de Deus? (Gn 41:38b).

Nesse ponto vemos a realização dos sonhos de José, 13 anos após ter sonhado, ter passado por adversidades, tribulações e medos, ter sido escravizado e mantido em uma cova no cárcere. Agora Deus, através de Faraó eleva-o da cova ao trono, são os sonhos de Deus se realizando, transformando a vida de José e de sua família, preparando o caminho para Israel se tornar uma nação grande e forte, temente a Deus.

Conclusão

A vida de José foi cheia de adversidades e aprendizado:

- Com Jacó aprendeu que o trabalho é necessário; todo jovem tem que aprender desde cedo o valor do trabalho, para que não caia em perdição;

- Com Potifar aprendeu a administrar a fartura de bens e riquezas, conhecendo a provisão e abastecimento de uma casa;

- Na prisão, aprendeu a lidar com os homens e administrar crises e poucos recursos.

Tudo isso preparou José para a grande missão que Deus proveria a ele, dirigir um país inteiro e começar a nação de Israel com a vinda de Jacó e seus filhos para o Egito.

Aprendemos que os sonhos de Deus não podem ser impedidos. Deus tem sonhos para nossas vidas, podemos sonhar os sonhos de Deus e eles se realizarão, temos apenas que aguardar o tempo de Deus, pois como vimos na história de José, Deus permitiu que ele passasse por tudo que passou para prepará-lo para uma grande obra, e no tempo certo, José estava pronto para receber a bênção.

José venceu por andar em comunhão com Deus, vamos aprender com ele:

1. Andar em retidão perante o Senhor nosso Deus;

2. Andar na presença de Deus - “Deus estava com ele”;

3. Aprenda a por em prática seus projetos, planeje como executá-los, peça a direção de Deus ao realizá-los.

4. Não revele seus sonhos a ninguém, eles pertencem a você e sua família.

Amém!

(¹) foto Bp Ronaldo Monteiro - ICPBB Vila Guilherme
Obs.: Querendo saber mais sobre o estudo acima, tirar dúvidas e fazer perguntas entre na página: “Pergunte ao Presbítero” neste site e deixe seu comentário.

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Doze dias de oração para 12 meses de realizações!

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Janeiro 1, 2008

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A partir desta terça, 1º de janeiro de 2008, e durante os próximos 12 dias, estaremos com as portas de nossa igreja abertas a partir das 20:oo horas, para orarmos pelo ano que se inicia, de modo que, cada dia represente um mês.

Para cada dia, haverá uma ministração para aquele mês específico, de modo que, ao final dos doze dias, tenhámos uma palavra de esperança, otimismo e certeza da providência de Deus para todo o ano de 2008.

Você visitante deste site, está convidado a estar conosco nesses dias. Venha nos conhecer e orar conosco pela sua vida e dos seus.

Igreja Cristã Pentecostal da Bíblia do Brasil - ICPBB Vila Alpina

Rua Caruso, 522 - Vila Alpina - São Paulo-SP

Deus te Abençoe!

Pb Wanderley Olivares

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Natal, o que representa e qual o significado?

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Dezembro 25, 2007

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Isaías 9:6

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado esta sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.

Há dois mil anos atrás, nasceu na cidade de Belém da Judéia um menino. Seu nascimento miraculoso, que num primeiro momento quase passou desapercebido, sendo notado apenas por poucas pessoas, ao longo do tempo tornou-se o evento mais importante da história da humanidade.

Os efeitos desse evento seria sentido no futuro, e mudaria completamente a história da humanidade. O nascimento de Jesus não apenas dividiu a contagem do tempo no mundo ocidental, em antes e depois de Cristo, como também provou o amor e a fidelidade de Deus para com o mundo.

1 - O que representa o nascimento de Jesus?

Representa o cumprimento das promessas de Deus. Desde o princípio dos tempos Deus havia prometido um Redentor, e profetas de Deus profetizaram a respeito do Messias que viria e redimiria o mundo.

Gênesis 3.15

“Porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.

Isaías 7:14

“Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará a luz um filho, e será o seu nome EMANUEL (que significa Deus conosco)”. 

 Miquéias 5:2

“E tu Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me saíra o que será Senhor em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”.

Isaías 9:2

“O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeu-lhes a luz”.

2 - O nascimento de Jesus, cumpriu as promessas do Antigo Testamento:

2.1 - Jesus nasceu da semente de mulher

- Sem contato com homem, Maria engravidou do Espírito Santo, cumprindo dessa forma a profecia que Jesus teria a semente da mulher, mas não teria a do homem.

Lucas 1:31, 34 e 35

v.31 - E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.

v.34 - E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?
 

v.35 - E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.  

2.2 - Jesus nasceu de uma virgem

- Maria estava desposada de José, mas ainda não havia se ajuntado a ele:

Lucas 1:26 e 27

 v.26 - E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,

v.27 - a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.

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foto: Interior da igreja da natividade - Israel (¹)

2.3 - Jesus nasceu na cidade de Belém na Judéia

- Embora a família de José morasse em Nazaré, o nascimento de Jesus deu-se em Belém, cumprindo dessa forma a profecia de Miquéias.

Lucas 1:3 e 4                                                                                            

v.3 - E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.

v.4 - E subiu da Galiléia também José, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi chamada Belém (porque era da casa e família de Davi).

2.4 - Jesus a Luz do mundo

- A prometida luz, a resplandecente estrela da manhã (Ap 2.28 e 22.16). Em João 8:12 e 8:46, Jesus designa a si próprio como “A LUZ DO MUNDO”.

João 8:12

“Eu Sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida. Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas”.

João 12:46

“Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas”.

3 - Tudo foi planejado, predito e prometido por Deus com muita antecedência

O nascimento de Jesus de Nazaré, não foi prematuro, e muito menos tardio, não foi antes nem depois, foi na “Plenitude dos Tempos”, ou seja, no tempo certo!

Gálatas 4:4

“Mas vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”.

 Daniel 9:24 e 25

v.24 - Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos.

v.25 - Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos.

4 -A identidade e a linhagem do Messias

As circunstâncias miraculosas do nascimento de Jesus, deram mostra da Sua natureza divina. Era preciso que o nascimento virginal do Senhor Jesus, completasse as profecias a Seu respeito. 

Deus deu mostra de quem seria o Messias prometido. Segundo as profecias, ele não seria uma mulher, seria um homem, da descendência de Davi, aquele que esmagaria a cabeça da serpente.

Isaías 7:14

“Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará a luz um filho, e será o seu nome EMANUEL (que significa Deus conosco)”. 

Isaías 11:1

“Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará”.

Jeremias 23:5

“Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; sendo rei, reinará, e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na terra”.

Apocalipse 12:9

“E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. 

 5 - Com o nascimento do Senhor Jesus, passamos a comemorar o Natal.

Para os crentes no Senhor Jesus, o natal tem significado:

- É quando podemos festejar a chegada de Jesus Cristo à nossa vida e passamos à condição de filhos de Deus.

João 1.12

“Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome”.

- É quando compreendemos que Jesus Cristo veio a este mundo para nos salvar, porque estavámos sem rumo, perdidos, saímos da morte para a vida.

Lucas 19:10

“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”.

- É quando compreendemos o amor de Deus por nós, pois deu seu único filho, o unigênito, para nos trazer a salvação e para nos dar vida e vida com abundância. 

João 3:16

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

- É quando deixamos Jesus Cristo ser tudo em nossa vida - quando entregamos a Ele o nosso coração.

Provérbios 23:26:

“Dá-me filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos”.

- É quando nos despimos de nós mesmos, quando não procuramos os nossos próprios interesses, mas quando nos damos a Deus e aos outros, como diz o Apóstolo Paulo:

1 Coríntios 13:3 e 4

“E ainda que eu distribuisse  toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disse me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece”.

Conclusão

Neste natal de Jesus deixe que Ele seja o centro das atenções:

É Ele que traz boas novas para nossas vidas:

Lucas 2: 10 a 11

“E o anjo lhes disse: Não temais porque eis que vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo; pois na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é o Cristo, o Senhor”.

É Ele que nos traz a salvação:

João 3:17

“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”.

Comemoremos sim o Natal, mas sem esquecer o real significado desse dia.

Amém!

(¹) foto Bp Ronaldo Monteiro - ICPBB Vila Guilherme
Obs.: Querendo saber mais sobre o estudo acima, tirar dúvidas e fazer perguntas entre na página: “Pergunte ao Presbítero” neste site e deixe seu comentário.

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