Sonhando os sonhos de Deus
Escrito por Pb Wanderley Olivares em Janeiro 25, 2008
(¹) Foto: Rio Nilo
Texto Básico: Gênesis 39: 5 a 8
v.5 Sonhou também José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o aborreciam ainda mais.
v.6 E disse-lhes: Ouví, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado:
v.7 Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava e também ficava em pé, e eis que os vossos molhos o rodeavam e se inclinavam ao meu molho.
v.8 Então lhe disseram seus irmãos: Tu pois deverás terás domínio sobre nós? Por isso tanto mais o aborreciam por seus sonhos e por suas palavras.
Comentário:
Estamos no limiar de um novo ano, e como acontece nessa época, ficamos sonhando com o ano novo, planejamos, fazemos contas, dizemos: nesse ano vamos reformar a casa, vamos viajar, vamos pagar, vamos receber, vamos isso, vamos aquilo. Todo começo de ano, o nosso sonho é esse, o de realizações.
Hoje, eu gostaria de falar justamente sobre realizações, se preferir: Tornando sonhos em realidade.
Introdução
Os sonhos são bons, ruim é o pesadelo. Sonhar faz parte da vida do ser humano, o sonho renova a esperança, reaviva a fé, cria perspectivas, e alegra a alma. Em Salmos 126.1 a Bíblia nos diz que os que voltaram do cativeiro para Sião, estavam como os que sonham, porque grandes coisas havia o Senhor feito a eles, por isso estavam alegres, portanto o sonho traz também a alegria de volta.
Vemos porém que a maior parte do que sonhamos não se tornam realidade, ficam somente nos sonhos, porque isso acontece?
O presente estudo, busca mostrar as estratégias que os crentes no Senhor Jesus devem ter para que seus sonhos se tornem realidade nesse novo ano que se inicia, para isso vamos aprender com José, o servo do Senhor que viu seus sonhos se tornarem realidade, mesmo depois de 13 anos de lutas e privações.
I- José com seu pai Israel (Jacó)
A história de José começa a ser contada no capítulo 37 do livro de Gênesis, e nos revela como o povo de Israel começou a se transformar numa grande nação, cumprindo assim as promessas que Deus havia feito primeiro a Abraão, depois a Isaque e por último a Israel.
A Bíblia diz que Israel amava mais a José do que aos outros filhos, pois era filho de sua velhice (Jacó tinha 90 anos quando nasceu José), e deu-lhe uma túnica de várias cores. Certamente José aprendeu com Jacó a arte de administrar os recursos que Deus derá à família de Jacó. Essa distinção para José denota um favoritismo em comparação com os outros irmãos, o que numa família pode gerar ciúme e contendas.
Gênesis 37:4
“Vendo pois seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos os seus irmãos, aborreceram-no, e não podiam falar com ele pacificamente”.
Em muitas famílias acontece a mesma coisa que aconteceu na família de Israel, um filho ou uma filha ser mais querido ou amado do que outro. Embora os pais insistam em dizer que tratam seus filhos igualmente, que todos desfrutam do seu amor e atenção da mesma forma e com a mesma intensidade, sabemos que em muitos casos não é assim que acontece, pois se um filho têm mais necessidades do que outro, ou é mais carinhoso com seus pais do que os demais, certamente desfrutará da atenção e do carinho de seus pais muito mais do que seus irmãos.
Flávio Josefo, enaltece as qualidades de José, sobre os seus irmãos, qualidades de espírito como de corpo, que ele tinha sobre seus irmãos, além da sua sabedoria. Diz também que o afeto que seu pai não podia esconder excitou contra ele a inveja e o ódio de seus irmãos. Estes aumentaram ainda mais por causa de alguns sonhos que lhes contou na presença de seu pai. (Flavio Josefo - História dos Hebreus - Ed CPAD).
II - Os sonhos de José
José tinha um dom especial que lhe fora dado por Deus, tinha o dom da revelação através dos sonhos. Deus revela às vézes Sua vontade através de sonhos proféticos:
Números 12:6
“E disse: Ouvi agora minhas palavras: se entre vós houver profetas, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele”.
Mateus 1:19 e 20
v.19 Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la e secretamente.
v.20 E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo.
José revelou seus sonhos à sua família, talvez de forma precipitada, e com certa imaturidade, própria aliás dos jovens, lembre-se, José tinha apenas dezessete anos (Gn 37:5 a 11). Os sonhos de José não eram para exaltá-lo diante de sua família, mas para mostrar o que Deus havia preparado para ele no futuro, dentro do Egito.
Devemos ter cuidado ao revelar nossos sonhos a outras pessoas. Nossos desejos e projetos podem causar inveja, ódio, frustração e outros sentimentos malignos naqueles que não desejam nosso bem. Guarde seus sonhos para você mesmo.
III - José é vendido a Potifar
Em Provérbios 14:30 diz que a inveja é a podridão dos ossos. José não se apercebeu que seus irmãos o invejavam a ponto de conspirarem contra ele.
Quando Jacó o mandou a seus irmãos em Siquém (Gn 37:13) José não os encontrou e foi a procura deles em Dotã (hb: dois poços), cidade próxima de Siquém. Seus irmãos vendo-o se aproximar conspiraram contra ele para o matar.
Gênesis 37:18
“E viram-no de longe, e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele, para o matarem”.
A inveja é como um câncer maligno que nasce de uma célula defeituosa e logo cresce e se agiganta a ponto de contaminar todo o organismo, e se não for tratado a tempo leva a morte. Assim também é a inveja, nasce de um sentimento de ciúme, que é o desejo de ter ou ser igual a determinada pessoa, possuir o que o outro tem de melhor, quer seja riquezas, bens ou simpatia e carisma pessoal, e se não for eliminada logo, gera todo tipo de contendas e perversidade.
Temos vários exemplos na Bíblia que mostram as consequências da inveja, e que podemos tomar para nós mesmos a fim de evitarmos esse sentimento tão pernicioso e que retarda as bênçãos de Deus sobre nossas vidas:
a) A inveja de Caim matou Abel seu irmão
Gênesis 4:5
“Mas para Caim e para sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante”.
Deus percebeu o ciúme e a inveja de Caim, e alertou de que ele não deveria deixar esse sentimento tomar conta de seu ser, pois disse o Senhor:
Gênesis 4:7
“Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o teu desejo, e sobre ele dominarás”.
b) A inveja do sumo sacerdote ao Apóstolo Pedro
Nem sempre a causa da inveja são os bens materiais ou a notoriedade que a pessoa invejada possui, algumas vezes, como no caso dos Apóstolos, a inveja é suscitada pelos dons que o nosso Deus dá àqueles que o buscam com inteireza de coração. O poder de Deus manifestado através do Apóstolo Pedro, quando até sua própria sombra curava os enfermos, fez com que o sumo sacerdote mandasse prendê-los.
Atos 5: 15, 17-18
v.15 De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles.
v.17 E, levantando-se o sumo sacerdote, e todos os que estavam com ele (e eram da seita dos saduceus), encheram-se de inveja,
v.18 e lançaram mão dos apóstolos, e os puseram na prisão pública.
José é lançado numa cova
Gênesis 37:24
“E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela”.
Quando José chegou até seus irmãos, logo tiraram a José a sua túnica, a túnica de várias cores, que trazia, ela era o sinônimo do privilégio de José junto ao seu pai; e o lançaram numa cova.
O inimigo sempre procurará nos cegar, tirar nossa visão, destruir nossos sonhos, na cova não vemos a luz, não conseguimos enxergar o que se passa ao nosso redor, ficamos limitados e não podemos nos mover.
Quando os homens pecam, Satanás logo os ensina a tentar ocultar o pecado através de outro pecado. Pegaram a túnica de José e a mancharam com sangue de cabrito, e sentaram-se para comer pão, o pecado endurece o coração de um modo estranho.
Seus irmãos não se importaram com o quebrantamento de José, com seu sofrimento, com o frio e a fome que estava passando, o pecado cega o pecador, não houve piedade nem misericórdia, nem com José e muito menos com seu pai, quando mostraram a túnica colorida a Jacó. Certamente Jacó pensou que seu filho amado havia sido devorado por uma besta-fera.
Amós 6:6
“Que bebeis vinho em taças, e vos ungis com o mais excelente óleo; mas não vos afligis pela quebra de José”.
Venderam José aos midianitas por 20 moedas de prata, e foi levado pelos ismaelitas ao Egito, e vendido a Potifar, eunuco de Faraó, capitão da guarda.
Deus tem seus próprios métodos para realizar Sua vontade na vida de seus escolhidos. A Bíblia diz que Deus estava com José, e José achou graça aos olhos de Potifar e este entregou a José a direção de sua casa, bem como de seus bens, porque tudo o que José fazia, o Senhor prosperava em sua mão.
As pessoas que estão ao nosso redor têm que perceber que o Senhor é conosco, nosso testemunho tem que ser de fé no Senhor e de retidão perante os homens. Potifar na verdade se agradou de José pelas suas atitudes de servo de Deus, pois tudo que vinha à sua mão ele fazia com amor, com zêlo, com cuidado, dessa forma Deus abençoou a Potifar por amor de José.
Quando estamos debaixo da vontade de Deus, além de sermos abençoados, somos também abençoadores. Deus abençoou Potifar, como também abençoa aqueles para quem trabalhamos, para quem prestamos nossos serviços, aqueles com quem negociamos. Sempre que andamos diante da face do Senhor, achamos graça diante d’Ele.
Gênesis 39: 2 a 4
v.2 E o Senhor estava com José, e foi varão próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.
v.3 Vendo pois o seu senhor que o Senhor estava com ele, e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em sua mão.
v.4 José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha.
Nossos inimigos podem nos tirar a liberdade, privar-nos da presença de nossos familiares, nos despojar de honras e privilégios, mas não podem nos afastar do amor de Deus por nós; a presença de Deus na nossa vida nos faz prosperar em meio a adversidades, as bênçãos e a comunhão com Deus nos dá esperança e certeza de que seremos vitoriosos no final. Estamos sonhando os sonhos de Deus, não existe possibilidade de não realização.
Na casa de Potifar, José aprendeu a administrar a fartura.

IV - José no cárcere
Gênesis 39:7 a 9
v.7 E aconteceu depois destas coisas que a mulher de seu senhor pôs os seus olhos em José, e disse: deita-te comigo.
v.8 Porém ele recusou e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo, e entregou em minha mão tudo o que tem;
v.9 Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?
Satanás compreendeu que não era capaz de vencer José com os problemas e tribulações que armou para derrubá-lo, pois José continuava firme em seus princípios, então usou a esposa de Potifar para destruir José, porém José resistiu aos assédios da mulher de Potifar, frustrando assim as tentativas de Satanás de destruí-lo e fazê-lo perder a graça de Deus.
Para José, trair a confiança de Potifar era muito mais que fazer mal a ele, para José o mal maior era o de pecar contra Deus. Todo pecado, inclusive o pecado contra o matrimônio é pecado contra Deus. José conhecia muito bem a Palavra de Deus, ele sabia que o pecado do adultério é terrível para o crente, a Bíblia nos ensina que o opróbrio do adultério permanesse para sempre.
Provérbios 6: 32 a 33
v.32 O que adultera com uma mulher é falto de entendimento; destrói a sua alma, o que tal faz.
v.33 Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará.
Tendo José se recusado a trair Potifar, sua mulher, por vingança, o acusa de tentar deitar-se com ela.
Muitas vezes o fato de andarmos em retidão perante o Senhor, não traz recompensas imediatas, mas sabemos que somos bem-aventurados e receberemos nosso galardão no céu.
Mateus 5: 11 e 12
v.11 Bem aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
v.12 Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.
Acendeu-se a ira de Potifar e o entregou na casa do cárcere, e esteve José na casa do cárcere, no entanto, diz a Bíblia: “O Senhor, porém, estava com José e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor” (Gn 39:20-21).
Pela terceira vez a frase: “o Senhor estava com ele” é repetida. No cárcere o carcereiro-mor não tinha cuidado de nenhuma coisa que estivesse na mão de José, porquanto o Senhor estava com ele.
No cárcere José estava aprendendo a administrar necessidades, a falta de mantimentos e poucos recursos.
José interpreta dois sonhos
Estando o copeiro do rei do Egito e o padeiro presos juntamente com José, ambos tiveram um sonho e os dois estavam turbados. José procura saber o que se passa e pergunta-lhes: “Por que estão hoje tristes os vossos semblantes?”.
Os que conhecem a Deus não podem ignorar o sofrimento dos outros. José percebeu o sofrimento dos eunucos do rei, e procurou saber o motivo da tristeza de ambos.
Talvez nós não possamos ajudar muito em algumas situações, mas cumpre-nos procurar saber se há possibilidade de ajudar um semelhante, de modo que possamos aliviar sua dor. Faz parte do sonho de Deus para nossa vida que demonstremos misericóridia para com o próximo.
Oséias 6:6
“Porque eu quero; misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”.
Tendo sonhado um sonho, estavam entristecidos por não entenderem seu significado. José pede para que contem seus sonhos, garantindo que Deus daria a interpretação:
a) Então o copeiro-mor contou seu sonho: “Eis que em meu sonho havia uma vide diante da minha face, e na vide três sarmentos, e estava como brotando; a sua flor saía, os seus cachos amadureciam em uvas; e o copo de Faraó estava na minha mão, e eu tomava as uvas, e as espremia no copo de Faraó, e dava o copo na mão de Faraó.
Disse José: Esta é a interpretação de seu sonho: Os três sarmentos são três dias; dentro de três dias Faraó levantará tua cabeça, e te restaurará ao teu estado, e darás o copo de Faraó na sua mão, conforme o costume antigo, quando eras copeiro.
b) Vendo o padeiro que a interpretação do sonho do copeiro era bom, disse a José: Eu também sonhava e eis que três cestos brancos estavam sobre a minha cabeça; e no cesto mais alto havia todos os tipos de manjares do Faraó, obra de padeiro; e as aves os comiam do cesto de sobre a minha cabeça.
Então respondeu José, está é a tua interpretação: Os três cestos são três dias: Dentro de três dias Faraó levantará a tua cabeça sobre ti, e te pendurará num pau, e as aves comerão a tua carne de sobre ti.
Passados os três dias, o copeiro-mor foi recolocado ao seu ofício e o padeiro foi enforcado como havia predito José.
Quando Deus revela através de sonhos, visões ou profecias, certamente se cumprirão. Quando realmente é Deus falando, não podemos duvidar, mas veja a quem Deus usou para profetizar ou revelar sua vontade.
José pediu ao copeiro-mor que não esquecesse dele quando estivesse com Faraó, mas ele não se lembrou de José, antes o esqueceu.
Nossa confiança não pode estar firmada na palavra de homem, pois este é falho, a Bíblia nos ensina que maldito é o homem que confia no homem (Jr 175b), e feliz é aquele confia no Senhor e n’Ele coloca sua esperança (Jr 17.7).
Mas quem não esquece dos seus é o nosso Deus. Muitas passagens mostram que Deus não esquece daqueles que lhe são fiéis:
Deus lembrou-se de Noé:
Gênesis 8:1
“E lembrou-se Deus de Noé, e de todo animal, e de toda rês que com ele estava na arca; e Deus fez passar um vento sobre a terra, e aquietaram-se as águas”.
Deus lembrou-se da aliança com Abraão:
Êxodo 2:24
“E ouviu Deus o seu gemido, e lembrou-se Deus do seu concerto com Abraão, com Isaque e com Jacó”.
Deus não é injusto, Ele não esquece do seu trabalho:
Hebreus 6:10
“Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho da caridade que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis”.
V - José interpreta os sonhos de Faraó
Passados dois anos inteiros, Faraó teve um sonho, chamou os advinhadores, pessoas que por meio de advinhação, ajudados por poderes sobrenaturais, ou espíritos, buscavam explicar a Faraó o significado de seus sonhos, mas não havia ninguém que os interpretasse. O copeiro-mor, então lembrou-se de José e do seu pecado, e falou ao rei sobre como José interpretou corretamente os sonhos dele e do padeiro do rei, e como a interpretação dos sonhos se confirmara.
Deus age no tempo certo, se o copeiro-mor tivesse falado de José para o Faraó logo depois que foi libertado, José teria sido colocado em liberdade e voltaria imediatamente para junto de seu pai, então as bênçãos que recebeu provavelmente não receberia e sua família não teria sido tão abençoada como aconteceu depois.
Mandou Faraó trazer José à sua presença e contou-lhe seus sonhos:
O Faraó sonhou que subiam do rio sete vacas, formosas à vista e gordas de carne, e pastavam no prado. E eis que subiam do rio após elas outras sete vacas, feias à vista e magras de carne, e paravam junto às outras, e as vacas magras e feias comiam as vacas gordas e formosas à vista.
Depois sonhou outro sonho: E eis que brotavam dum mesmo pé sete espigas cheias e boas; e eis que sete espigas miúdas, e queimadas do vento oriental, brotavam após elas. E as espigas miúdas devoravam as sete espigas grandes e cheias.
Então Jose respondeu ao Faraó que Deus daria a resposta de paz a Faraó. E interpretou os sonhos de Faraó:
O sonho de Faraó é um só; o que Deus há de fazer, notificou-o a Faraó. As sete vacas gordas e formosas, bem como as sete espigas cheias, são sete anos; as sete vacas magras e feias e as sete espigas miúdas e queimadas, também são sete anos de fome, eis que vem sete anos de fartura e depois deles sete anos de fome sobre a terra.
José não tomou para si as honras da interpretação, antes honrou a Deus, não se acovardou em falar de Deus a Faraó, mesmo sabendo que o Egito tinha seus próprios deuses e ele poderia inclusive ser morto por isso. O próprio Faraó testemunha de José: “Acharíamos um varão como este, em quem haja o espírito de Deus? (Gn 41:38b).
Nesse ponto vemos a realização dos sonhos de José, 13 anos após ter sonhado, ter passado por adversidades, tribulações e medos, ter sido escravizado e mantido em uma cova no cárcere. Agora Deus, através de Faraó eleva-o da cova ao trono, são os sonhos de Deus se realizando, transformando a vida de José e de sua família, preparando o caminho para Israel se tornar uma nação grande e forte, temente a Deus.
Conclusão
A vida de José foi cheia de adversidades e aprendizado:
- Com Jacó aprendeu que o trabalho é necessário; todo jovem tem que aprender desde cedo o valor do trabalho, para que não caia em perdição;
- Com Potifar aprendeu a administrar a fartura de bens e riquezas, conhecendo a provisão e abastecimento de uma casa;
- Na prisão, aprendeu a lidar com os homens e administrar crises e poucos recursos.
Tudo isso preparou José para a grande missão que Deus proveria a ele, dirigir um país inteiro e começar a nação de Israel com a vinda de Jacó e seus filhos para o Egito.
Aprendemos que os sonhos de Deus não podem ser impedidos. Deus tem sonhos para nossas vidas, podemos sonhar os sonhos de Deus e eles se realizarão, temos apenas que aguardar o tempo de Deus, pois como vimos na história de José, Deus permitiu que ele passasse por tudo que passou para prepará-lo para uma grande obra, e no tempo certo, José estava pronto para receber a bênção.
José venceu por andar em comunhão com Deus, vamos aprender com ele:
1. Andar em retidão perante o Senhor nosso Deus;
2. Andar na presença de Deus - “Deus estava com ele”;
3. Aprenda a por em prática seus projetos, planeje como executá-los, peça a direção de Deus ao realizá-los.
4. Não revele seus sonhos a ninguém, eles pertencem a você e sua família.
Amém!










Fevereiro 4, 2008 às 9:37 pm
Foi muinto edificante para mim , em especial por estar iniciando o ministerio de evangelizacao de judeus aqui no Brasil. Orem por nos. Shalom. Carlos Melo
Março 27, 2008 às 10:56 pm
MUITO PRODUTIVO ESSA INTRO DUÇÃO E PARA MIM FOI MUITO BOM PQ SOU PREGADOR DA PALAVRA DE DEUS E EU ME BASIEI NESSA VERSÃO PARA PREGAR A HISTÓRIA DE JOSÉ…..
GRATO: RODRIGO LÁZARO