O período dos Patriarcas - Jacó - Parte I
Escrito por Pb Wanderley Olivares em Maio 26, 2008
(¹) Vale do Armagedon - Megido
Isaque manda Jacó a Padã Arã
Gênesis 28.2 a 3
“Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma lá uma mulher das filhas de Labão, irmão de tua mãe. E Deus todo poderoso te abençoe, e te faça frutificar, e te multiplique, para que seja uma multidão de povos”.
Jacó já havia comprado de Esaú a primogenitura (Gn 25.31-34). Ainda era necessário conseguir de seu pai a benção com a qual a primogenitura fosse transferida efetivamente a ele. Para isso, juntamente com Rebeca sua mãe, usa de meios fraudulentos para conseguir seu intento.
Gênesis 27.6 a 10
6 Então, falou Rebeca a Jacó, seu filho, dizendo: Eis que tenho ouvido o teu pai que falava com Esaú, teu irmão, dizendo:
7 Traze-me caça e faze-me um guisado saboroso, para que eu coma e te abençoe diante da face do SENHOR, antes da minha morte.
8 Agora, pois, filho meu, ouve a minha voz naquilo que eu te mando.
9 Vai, agora, ao rebanho e traze-me de lá dois bons cabritos; e eu farei deles um guisado saboroso para teu pai, como ele gosta;
10 e levá-lo-ás a teu pai, para que o coma e para que te abençoe antes da sua morte.
Como já falamos anteriormente, segundo o propósito de Deus Jacó seria o herdeiro das promessas de Deus. Jacó juntamente com Rebeca, sua mãe, usou de mentira e astúcia para enganar seu pai a fim de receber dele a bênção que seria oferecida e Isaque.
Jacó a princípio teme ser reconhecido e amaldiçoado por seu pai, no entanto, Rebeca assume para ela a maldição de ter enganado Isaque, e exige obediência de Jacó.
Gênesis 27.13
“E disse-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai, e traze-mos”.
Quando agimos segundo o desejo do nosso coração, e deixamos de andar segundo a vontade de Deus, corremos o risco de deixar os propósitos de Deus e acabamos por perder as bênçaõs que estão destinadas a nós e nossos filhos.
Jeremias 17.9 a 10
9 Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?
10 Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações.
Deus lançou para o mundo os alicerces de seu plano quando escolheu entre Esaú e Jacó, antes de nascerem, qual seria o herdeiro das promessas feitas a Abraão, aquele que viria a ser o pai da nação israelita, e da qual viria o Messias prometido, o Salvador da humanidade, o Senhor Jesus Cristo.
Romanos 9.10 a 13
10 E não somente esta, mas também Rebeca, quando concebeu de um, de Isaque, nosso pai;
11 porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama),
12 foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor.
13 Como está escrito: Amei Jacó e aborreci Esaú.
Com efeito, Isaque sem enxergar, embora estranhando a voz de Jacó, o abençoa pois apalpando seu braço, pensa estar falando com Esaú.
Muitos dizem que Deus escreve certo por linhas tortas. Eu digo, Deus sempre escreve certo e por linhas certas. Quem deturpa aquilo que Deus escreve são os homens, por sua ansiedade, por sua rebeldia, por falta de fé, por não compreender a Palavra de Deus e consequentemente a Sua Vontade.
O engano e sutileza de mãe e filho trouxeram inimizade entre os filhos e a separação entre Rebeca e seu querido filho, Jacó (Gn 25.28; 27 a 45), o qual de fato ela nunca mais viu, e, para Jacó, a troca da segurança do lar por um futuro incerto em Padã Arã. A fuga para Padã Arã que era por alguns dias, até que a fúria de Esaú se aplacasse, tornou-se um exílio de 20 anos.
Gênesis 27. 42 a 44
42 E foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho; e ela enviou, e chamou a Jacó, seu filho menor, e disse-lhe: Eis que Esaú, teu irmão, se consola a teu respeito, propondo-se matar-te.
43 Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz: levanta-te e acolhe-te a Labão, meu irmão, em Harã;
44 e mora com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão,
A visão da escada de Jacó
Gênesis 28.12 a 15
12 E sonhou: e eis era posta na terra uma escada cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela.
13 E eis que o SENHOR estava em cima dela e disse: Eu sou o SENHOR, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que estás deitado ta darei a ti e à tua semente.
14 E a tua semente será como o pó da terra; e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul; e em ti e na tua semente serão benditas todas as famílias da terra.
15 E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra, porque te não deixarei, até que te haja feito o que te tenho dito.
Jacó fugiu de sua terra e procurou seus parentes em Padã-Arã. No final do primeiro dia de viagem, ele parou em uma cidade chamada Luz.
Durante a noite, Deus apareceu a Jacó e lhe mostrou uma escada da terra ao céu, pela qual anjos desciam e subiam. Deus repetiu a Jacó as promessas feita a Abraão em Gênesis 12:
a) Terra prometida;
b) Nação numerosa;
c) bênçãos para todas as famílias da terra.
Gênesis 28.12 a 14
12 E sonhou: e eis era posta na terra uma escada cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela.
13 E eis que o SENHOR estava em cima dela e disse: Eu sou o SENHOR, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que estás deitado ta darei a ti e à tua semente.
14 E a tua semente será como o pó da terra; e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul; e em ti e na tua semente serão benditas todas as famílias da terra.
Quando acordou, Jacó disse: “Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E temeu e, disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos céus”. Jacó mudou o nome do lugar, chamando-o de “Betel”, que significa “casa de Deus” (Gênesis 28:17 a 19).
A escada que Jacó viu posta na terra e que tocava nos céus, e por ela os anjos de Deus desciam e subiam, representa a providência de Deus, pela qual os anjos ministram aos seus servos e mostram o papel importante que os mesmos mantém no propósito de Deus de abençoar seu povo. O próprio Deus no alto da escada evidencia o cuidado e proteção que têm com seu povo, para guiá-lo e protegê-lo.
A escada que ligava a terra ao céu é um tipo de Cristo. Representa a mediação de Cristo, onde o pé da escada posta na terra simboliza sua natureza humana e o topo da escada tocando no céu, simboliza sua natureza divina.
Podemos entender da seguinte forma: Através de Jesus recebemos as bênçãos e os favores de Deus para nós, e nosso culto, louvor e adoração vão ao Pai através d’Ele.
João 1.51
“E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que, daqui em diante, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o Filho do Homem”.
A coluna de Betel
Jacó ergue uma coluna e muda o nome do lugar para Betel (antes era chamado Luz), e faz um voto a Deus, e promete dar o dízimo de tudo que recebesse, se Deus fosse com ele.
Gênesis 28.18 a 22
18 Então, levantou-se Jacó pela manhã, de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por sua cabeceira, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela.
19 E chamou o nome daquele lugar Betel; o nome, porém, daquela cidade, dantes, era Luz.
20 E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestes para vestir,
21 e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR será o meu Deus;
22 e esta pedra, que tenho posto por coluna, será Casa de Deus; e, de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.
Podemos aprender com Jacó:
a) Ele confia que Deus o acompanharia e o protegeria onde quer que fosse;
b) Cria que Deus não o deixaria passar fome e nem privações e,
c) Que o traria em paz na volta para a casa de seu pai.
Jacó foi moderado em seus pedidos. Ele não pede roupas de grife, manjares requintados, nem riqueza. Devemos nos acostumar a viver com aquilo que Deus nos dá, sem ostentação, com muito ou pouco, mas agradecidos e contentes por desfrutar alegremente da providência de Deus. Não precisamos mais do que o necessário para sermos felizes, Jacó no seu pacto com Deus firmou seu compromisso com Ele.
Vamor nos lembrar de agradecer a Deus com nossos dízimos e nossas ofertas, sempre em abundância em gratidão para com Ele.
2 Coríntios 9.6 a 8
6 E digo isto: Que o que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará.
7 Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.
8 E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra,
O dízimo deve ser uma parte daquilo que ganhamos. No VT a lei determinava que seria a décima parte de tudo que se ganhava (Lv 27.30-33); no NT o Apostólo Paulo estipula que a parte do dízimo a ser consagrado ao Senhor seja segundo a prosperidade de cada um, tudo para a Sua Glória!
1 Coríntios 13.2
“No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam as coletas quando eu chegar”.
Amém!
(¹) Foto: Bp Ronaldo Monteiro - ICPBB VL Guilherme
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