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Igreja Cristã Pentecostal da Bíblia do Brasil - Pb Wanderley Olivares

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Sonhando os sonhos de Deus

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Janeiro 25, 2008

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(¹) Foto: Rio Nilo 

Texto Básico: Gênesis 39: 5 a 8

v.5 Sonhou também José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o aborreciam ainda mais.

v.6 E disse-lhes: Ouví, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado:

v.7 Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava e também ficava em pé, e eis que os vossos molhos o rodeavam e se inclinavam ao meu molho.

v.8 Então lhe disseram seus irmãos: Tu pois deverás terás domínio sobre nós? Por isso tanto mais o aborreciam por seus sonhos e por suas palavras.

Comentário:

Estamos no limiar de um novo ano, e como acontece nessa época, ficamos sonhando com o ano novo, planejamos, fazemos contas, dizemos: nesse ano vamos reformar a casa, vamos viajar, vamos pagar, vamos receber, vamos isso, vamos aquilo. Todo começo de ano, o nosso sonho é esse, o de realizações.

Hoje, eu gostaria de falar justamente sobre realizações, se preferir: Tornando sonhos em realidade.

Introdução

Os sonhos são bons, ruim é o pesadelo. Sonhar faz parte da vida do ser humano, o sonho renova a esperança, reaviva a fé, cria perspectivas, e alegra a alma. Em Salmos 126.1 a Bíblia nos diz que os que voltaram do cativeiro para Sião, estavam como os que sonham, porque grandes coisas havia o Senhor feito a eles, por isso estavam alegres, portanto o sonho traz também a alegria de volta.

Vemos porém que a maior parte do que sonhamos não se tornam realidade, ficam somente nos sonhos, porque isso acontece?

O presente estudo, busca mostrar as estratégias que os crentes no Senhor Jesus devem ter para que seus sonhos se tornem realidade nesse novo ano que se inicia, para isso vamos aprender com José, o servo do Senhor que viu seus sonhos se tornarem realidade, mesmo depois de 13 anos de lutas e privações.

I- José com seu pai Israel (Jacó)

A história de José começa a ser contada no capítulo 37 do livro de Gênesis, e nos revela como o povo de Israel começou a se transformar numa grande nação, cumprindo assim as promessas que Deus havia feito primeiro a Abraão, depois a Isaque e por último a Israel.

A Bíblia diz que Israel amava mais a José do que aos outros filhos, pois era filho de sua velhice (Jacó tinha 90 anos quando nasceu José), e deu-lhe uma túnica de várias cores. Certamente José aprendeu com Jacó a arte de administrar os recursos que Deus derá à família de Jacó. Essa distinção para José denota um favoritismo em comparação com os outros irmãos, o que numa família pode gerar ciúme e contendas.

Gênesis 37:4

“Vendo pois seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos os seus irmãos, aborreceram-no, e não podiam falar com ele pacificamente”.

Em muitas famílias acontece a mesma coisa que aconteceu na família de Israel, um filho ou uma filha ser mais querido ou amado do que outro. Embora os pais insistam em dizer que tratam seus filhos igualmente, que todos desfrutam do seu amor e atenção da mesma forma e com a mesma intensidade, sabemos que em muitos casos não é assim que acontece, pois se um filho têm mais necessidades do que outro, ou é mais carinhoso com seus pais do que os demais, certamente desfrutará da atenção e do carinho de seus pais muito mais do que seus irmãos.

Flávio Josefo, enaltece as qualidades de José, sobre os seus irmãos, qualidades de espírito como de corpo, que ele tinha sobre seus irmãos, além da sua sabedoria.  Diz também que o afeto que seu  pai  não podia esconder excitou contra ele a inveja e o ódio de seus irmãos. Estes aumentaram ainda mais por causa de alguns sonhos que lhes contou na presença de seu pai. (Flavio Josefo - História dos Hebreus - Ed CPAD).

II - Os sonhos de José

José tinha um dom especial que lhe fora dado por Deus, tinha o dom da revelação através dos sonhos. Deus revela às vézes Sua vontade através de sonhos proféticos:

Números 12:6

“E disse: Ouvi agora minhas palavras: se entre vós houver profetas, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele”.

Mateus 1:19 e 20

v.19 Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la e secretamente.

v.20 E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo.

José revelou seus sonhos à sua família, talvez de forma precipitada, e com certa imaturidade, própria aliás dos jovens, lembre-se, José tinha apenas dezessete anos (Gn 37:5 a 11). Os sonhos de José não eram para exaltá-lo diante de sua família, mas para mostrar o que Deus havia preparado para ele no futuro, dentro do Egito.

Devemos ter cuidado ao revelar nossos sonhos a outras pessoas. Nossos desejos e projetos podem causar inveja, ódio, frustração e outros sentimentos malignos naqueles que não desejam nosso bem. Guarde seus sonhos para você mesmo.

III - José é vendido a Potifar

Em Provérbios 14:30 diz que a inveja é a podridão dos ossos. José não se apercebeu que seus irmãos o invejavam a ponto de conspirarem contra ele.

Quando Jacó o mandou a seus irmãos em Siquém (Gn 37:13) José não os encontrou e foi a procura deles em Dotã (hb: dois poços), cidade próxima de Siquém. Seus irmãos vendo-o se aproximar conspiraram contra ele para o matar.

Gênesis 37:18

“E viram-no de longe, e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele, para o matarem”.

A inveja é como um câncer maligno que nasce de uma célula defeituosa e logo cresce e se agiganta a ponto de contaminar todo o organismo, e se não for tratado a tempo leva a morte. Assim também é a inveja, nasce de um sentimento de ciúme, que é o desejo de ter ou ser igual a determinada pessoa, possuir o que o outro tem de melhor, quer seja riquezas, bens ou simpatia e carisma pessoal, e se não for eliminada logo, gera todo tipo de contendas e perversidade.

Temos vários exemplos na Bíblia que mostram as consequências da inveja, e que podemos tomar para nós mesmos a fim de evitarmos esse sentimento tão pernicioso e que retarda as bênçãos de Deus sobre nossas vidas:

a) A inveja de Caim matou Abel seu irmão

Gênesis 4:5

“Mas para Caim e para sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante”.

Deus percebeu o ciúme e a inveja de Caim, e alertou de que ele não deveria deixar esse sentimento tomar conta de seu ser, pois disse o Senhor:

Gênesis 4:7

“Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o teu desejo, e sobre ele dominarás”.

b) A inveja do sumo sacerdote ao Apóstolo Pedro 

Nem sempre a causa da inveja são os bens materiais ou a notoriedade que a pessoa invejada possui, algumas vezes, como no caso dos Apóstolos, a inveja é suscitada pelos dons que o nosso Deus dá àqueles que o buscam com inteireza de coração. O poder de Deus manifestado através do Apóstolo Pedro, quando até sua própria sombra curava os enfermos, fez com que o sumo sacerdote mandasse prendê-los.

Atos 5: 15, 17-18

v.15 De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles. 

v.17 E, levantando-se o sumo sacerdote, e todos os que estavam com ele (e eram da seita dos saduceus), encheram-se de inveja,

v.18 e lançaram mão dos apóstolos, e os puseram na prisão pública.

José é lançado numa cova 

Gênesis 37:24

“E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela”. 

Quando José chegou até seus irmãos, logo tiraram a José a sua túnica, a túnica de várias cores, que trazia, ela era o sinônimo do privilégio de José junto ao seu pai; e o lançaram numa cova.

O inimigo sempre procurará nos cegar, tirar nossa visão, destruir nossos sonhos, na cova não vemos a luz, não conseguimos enxergar o que se passa ao nosso redor, ficamos limitados e não podemos nos mover.

Quando os homens pecam, Satanás logo os ensina a tentar ocultar o pecado através de outro pecado. Pegaram a túnica de José e a mancharam com sangue de cabrito, e sentaram-se para comer pão, o pecado endurece o coração de um modo estranho.

Seus irmãos não se importaram com o quebrantamento de José, com seu sofrimento, com o frio e a fome que estava passando, o pecado cega o pecador, não houve piedade nem misericórdia, nem com José e muito menos com seu pai, quando mostraram a túnica colorida a Jacó. Certamente Jacó pensou que seu filho amado havia sido devorado por uma besta-fera.

Amós 6:6

“Que bebeis vinho em taças, e vos ungis com o mais excelente óleo; mas não vos afligis pela quebra de José”.

Venderam José aos midianitas por 20 moedas de prata, e foi levado pelos ismaelitas ao Egito, e vendido a Potifar, eunuco de Faraó, capitão da guarda.

Deus tem seus próprios métodos para realizar Sua vontade na vida de seus escolhidos. A Bíblia diz que Deus estava com José, e José achou graça aos olhos de Potifar e este entregou a José a direção de sua casa, bem como de seus bens, porque tudo o que José fazia, o Senhor prosperava em sua mão.

As pessoas que estão ao nosso redor têm que perceber que o Senhor é conosco, nosso testemunho tem que ser de fé no Senhor e de retidão perante os homens. Potifar na verdade se agradou de José pelas suas atitudes de servo de Deus, pois tudo que vinha à sua mão ele fazia com amor, com zêlo, com cuidado, dessa forma Deus abençoou a Potifar por amor de José.

Quando estamos debaixo da vontade de Deus, além de sermos abençoados, somos também abençoadores. Deus abençoou Potifar, como também abençoa aqueles para quem trabalhamos, para  quem prestamos nossos serviços, aqueles com quem negociamos. Sempre que andamos diante da face do Senhor, achamos graça diante d’Ele.

Gênesis 39: 2 a 4

v.2 E o Senhor estava com José, e foi varão próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.

v.3 Vendo pois o seu senhor que o Senhor estava com ele, e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em sua mão.

v.4 José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha.

Nossos inimigos podem nos tirar a liberdade, privar-nos da presença de nossos familiares, nos despojar de honras e privilégios, mas não podem nos afastar do amor de Deus por nós; a presença de Deus na nossa vida nos faz prosperar em meio a adversidades, as bênçãos e a comunhão com Deus nos dá esperança e certeza de que seremos vitoriosos no final. Estamos sonhando os sonhos de Deus, não existe possibilidade de não realização.

Na casa de Potifar, José aprendeu a administrar a fartura.

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IV - José no cárcere

Gênesis 39:7 a 9

v.7 E aconteceu depois destas coisas que a mulher de seu senhor pôs os seus olhos em José, e disse: deita-te comigo.

v.8 Porém ele recusou e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo, e entregou em minha mão tudo o que tem;

v.9 Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?

Satanás compreendeu que não era capaz de vencer José com os problemas e tribulações que armou para derrubá-lo, pois José continuava firme em seus princípios, então usou a esposa de Potifar para destruir José, porém José resistiu aos assédios da mulher de Potifar, frustrando assim as tentativas de Satanás de destruí-lo e fazê-lo perder a graça de Deus.

Para José, trair a confiança de Potifar era muito mais que fazer mal a ele, para José o mal maior era o de pecar contra Deus. Todo pecado, inclusive o pecado contra o matrimônio é pecado contra Deus. José conhecia muito bem a Palavra de Deus, ele sabia que o pecado do adultério é terrível para o crente, a Bíblia nos ensina que o opróbrio do adultério permanesse para sempre.

Provérbios 6: 32 a 33 

v.32 O que adultera com uma mulher é falto de entendimento; destrói a sua alma, o que tal faz.

v.33 Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará. 

Tendo José se recusado a trair Potifar, sua mulher, por vingança, o acusa de tentar deitar-se com ela.

Muitas vezes o fato de andarmos em retidão perante o Senhor, não traz recompensas imediatas, mas sabemos que somos bem-aventurados e receberemos nosso galardão no céu.

Mateus 5: 11 e 12

v.11 Bem aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.

v.12 Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

Acendeu-se a ira de Potifar e o entregou na casa do cárcere, e esteve José na casa do cárcere, no entanto, diz a Bíblia: “O Senhor, porém, estava com José e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor” (Gn 39:20-21).

Pela terceira vez a frase: “o Senhor estava com ele” é repetida. No cárcere o carcereiro-mor não tinha cuidado de nenhuma coisa que estivesse na mão de José, porquanto o Senhor estava com ele.

No cárcere José estava aprendendo a administrar necessidades, a falta de mantimentos e poucos recursos.

José interpreta dois sonhos 

Estando o copeiro do rei do Egito e o padeiro presos juntamente com José, ambos tiveram um sonho e os dois estavam turbados. José procura saber o que se passa e pergunta-lhes: “Por que estão hoje tristes os vossos semblantes?”.

Os que conhecem a Deus não podem ignorar o sofrimento dos outros. José percebeu o sofrimento dos eunucos do rei, e procurou saber o motivo da tristeza de ambos.

Talvez nós não possamos ajudar muito em algumas situações, mas cumpre-nos procurar saber se há possibilidade de ajudar um semelhante, de modo que possamos aliviar sua dor. Faz parte do sonho de Deus para nossa vida que demonstremos misericóridia para com o próximo.

Oséias 6:6

“Porque eu quero; misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”.

Tendo sonhado um sonho, estavam entristecidos por não entenderem seu significado. José pede para que contem seus sonhos, garantindo que Deus daria a interpretação:

a) Então o copeiro-mor contou seu sonho: “Eis que em meu sonho havia uma vide diante da minha face, e na vide três sarmentos, e estava como brotando; a sua flor saía, os seus cachos amadureciam em uvas; e o copo de Faraó estava na minha mão, e eu tomava as uvas, e as espremia no copo de Faraó, e dava o copo na mão de Faraó.

Disse José: Esta é a interpretação de seu sonho: Os três sarmentos são três dias; dentro de três dias Faraó levantará tua cabeça, e te restaurará ao teu estado, e darás o copo de Faraó na sua mão, conforme o costume antigo, quando eras copeiro.

b) Vendo o padeiro que a interpretação do sonho do copeiro era bom, disse a José: Eu também sonhava e eis que três cestos brancos estavam sobre a minha cabeça; e no cesto mais alto havia todos os tipos de manjares do Faraó, obra de padeiro; e as aves os comiam do cesto de sobre a minha cabeça.

Então respondeu José, está é a tua interpretação: Os três cestos são três dias: Dentro de três dias Faraó levantará a tua cabeça sobre ti, e te pendurará num pau, e as aves comerão a tua carne de sobre ti.

Passados os três dias, o copeiro-mor foi recolocado ao seu ofício e o padeiro foi enforcado como havia predito José.

Quando Deus revela através de sonhos, visões ou profecias, certamente se cumprirão. Quando realmente é Deus falando, não podemos duvidar, mas veja a quem Deus usou para profetizar ou revelar sua vontade.

José pediu ao copeiro-mor que não esquecesse dele quando estivesse com Faraó, mas ele não se lembrou de José, antes o esqueceu.

Nossa confiança não pode estar firmada na palavra de homem, pois este é falho, a Bíblia nos ensina que maldito é o homem que confia no homem (Jr 175b), e feliz é aquele confia no Senhor e n’Ele coloca sua esperança (Jr 17.7).

Mas quem não esquece dos seus é o nosso Deus. Muitas passagens mostram que Deus não esquece daqueles que lhe são fiéis:

Deus lembrou-se de Noé:

Gênesis 8:1

“E lembrou-se Deus de Noé, e de todo animal, e de toda rês que com ele estava na arca; e Deus fez passar um vento sobre a terra, e aquietaram-se as águas”.

Deus lembrou-se da aliança com Abraão: 

Êxodo 2:24

“E ouviu Deus o seu gemido, e lembrou-se Deus do seu concerto com Abraão, com Isaque e com Jacó”.

Deus não é injusto, Ele não esquece do seu trabalho:

Hebreus 6:10

“Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho da caridade que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis”.

V - José interpreta os sonhos de Faraó

Passados dois anos inteiros, Faraó teve um sonho, chamou os advinhadores, pessoas que por meio de advinhação, ajudados por poderes sobrenaturais, ou espíritos, buscavam explicar a Faraó o significado de seus sonhos, mas não havia ninguém que os interpretasse. O copeiro-mor, então lembrou-se de José e do seu pecado, e falou ao rei sobre como José interpretou corretamente os sonhos dele e do padeiro do rei, e como a interpretação dos sonhos se confirmara.

Deus age no tempo certo, se o copeiro-mor tivesse falado de José para o Faraó logo depois que foi libertado, José teria sido colocado em liberdade e voltaria imediatamente para junto de seu pai, então as bênçãos que recebeu provavelmente não receberia e sua família não teria sido tão abençoada como aconteceu depois.

Mandou Faraó trazer José à sua presença e contou-lhe seus sonhos:

O Faraó sonhou que subiam do rio sete vacas, formosas à vista e gordas de carne, e pastavam no prado. E eis que subiam do rio após elas outras sete vacas, feias à vista e magras de carne, e paravam junto às outras, e as vacas magras e feias comiam as vacas gordas e formosas à vista.

Depois sonhou outro sonho: E eis que brotavam dum mesmo pé sete espigas cheias e boas; e eis que sete espigas miúdas, e queimadas do vento oriental, brotavam após elas. E as espigas miúdas devoravam as sete espigas grandes e cheias.

Então Jose respondeu ao Faraó que Deus daria a resposta de paz a Faraó. E interpretou os sonhos de Faraó:

O sonho de Faraó é um só; o que Deus há de fazer, notificou-o a Faraó. As sete vacas gordas e formosas, bem como as sete espigas cheias, são sete anos; as sete vacas magras e feias e as sete espigas miúdas e queimadas, também são sete anos de fome, eis que vem sete anos de fartura e depois deles sete anos de fome sobre a terra.

José não tomou para si as honras da interpretação, antes honrou a Deus, não se acovardou em falar de Deus a Faraó, mesmo sabendo que o Egito tinha seus próprios deuses e ele poderia inclusive ser morto por isso. O próprio Faraó testemunha de José: “Acharíamos um varão como este, em quem haja o espírito de Deus? (Gn 41:38b).

Nesse ponto vemos a realização dos sonhos de José, 13 anos após ter sonhado, ter passado por adversidades, tribulações e medos, ter sido escravizado e mantido em uma cova no cárcere. Agora Deus, através de Faraó eleva-o da cova ao trono, são os sonhos de Deus se realizando, transformando a vida de José e de sua família, preparando o caminho para Israel se tornar uma nação grande e forte, temente a Deus.

Conclusão

A vida de José foi cheia de adversidades e aprendizado:

- Com Jacó aprendeu que o trabalho é necessário; todo jovem tem que aprender desde cedo o valor do trabalho, para que não caia em perdição;

- Com Potifar aprendeu a administrar a fartura de bens e riquezas, conhecendo a provisão e abastecimento de uma casa;

- Na prisão, aprendeu a lidar com os homens e administrar crises e poucos recursos.

Tudo isso preparou José para a grande missão que Deus proveria a ele, dirigir um país inteiro e começar a nação de Israel com a vinda de Jacó e seus filhos para o Egito.

Aprendemos que os sonhos de Deus não podem ser impedidos. Deus tem sonhos para nossas vidas, podemos sonhar os sonhos de Deus e eles se realizarão, temos apenas que aguardar o tempo de Deus, pois como vimos na história de José, Deus permitiu que ele passasse por tudo que passou para prepará-lo para uma grande obra, e no tempo certo, José estava pronto para receber a bênção.

José venceu por andar em comunhão com Deus, vamos aprender com ele:

1. Andar em retidão perante o Senhor nosso Deus;

2. Andar na presença de Deus - “Deus estava com ele”;

3. Aprenda a por em prática seus projetos, planeje como executá-los, peça a direção de Deus ao realizá-los.

4. Não revele seus sonhos a ninguém, eles pertencem a você e sua família.

Amém!

(¹) foto Bp Ronaldo Monteiro - ICPBB Vila Guilherme
Obs.: Querendo saber mais sobre o estudo acima, tirar dúvidas e fazer perguntas entre na página: “Pergunte ao Presbítero” neste site e deixe seu comentário.

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Dízimo, o que diz a Bíblia?

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Dezembro 8, 2007

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Provérbios 3.9-10

“Honra ao Senhor com a tua fazenda e com as prímicias de toda tua renda; e se encherão os teus celeiros abundantemente, e transbordarão de mosto os teus lagares”.

Comentário:

Dízimo, é a décima parte do que recebemos, como gratidão e reconhecimento a Deus pelas bênçãos recebidas. O dízimo era utilizado para as despesas e sustento dos sacerdotes.

Nos tempos bíblicos: dedicação da décima parte dos produtos agrícolas, do gado e de outros bens em adoração a Deus.

Devemos todos honrar a Deus com as prímicias da nossa renda a fim de honrá-lo como Senhor da nossa vida e das nossas posses. O SENHOR diz em 1 Sm 2.30 - Aos que me honram honrarei.

Se honrarmos a Deus com as prímicias da nossa renda, a Palavra de Deus nos garante que a bênção permanecerá sobre a nossa casa.

Ezequiel 44.30

“E as prímicias de todos os primeiros frutos de tudo e toda oferta de todas as vossas ofertas serão dos sacerdotes; também as primeiras das vossas massas dareis ao sacerdote, para que faça repousar a bênção sobre a tua casa”.

No Velho Testamento:

1 -Os patriarcas deram o dízimo: 

Abraão deu dízimo a Melquisedeque (rei de justiça), Sacerdote-rei de Salém, do despojo tomado dos Assírios quando Abraão libertou Ló e o povo de Sodoma, na guerra de 4 reis contra 5 (Gn 14).

- Melquisedeque, numa tradição hebraica, é tido como SEM filho de Noé e sobrevivente do dilúvio que ainda vivia como o homem mais velho do mundo na época.

Jacó em Betel (Casa de Deus) teve um sonho, e via posta na terra uma escada cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela, e viu o SENHOR em cima dela e Deus renova as promessas que havia feito a Abraão e a Isaque (veja em Gênesis 28.11-17).

E Jacó, faz um propósito com Deus; se realmente Deus o abençoar e o guardar e tiver pão pra comer e vestes para vestir e o trazer de volta à casa de seus pais, o SENHOR seria seu Deus, então ele daria o dízimo de tudo quanto tiver recebido de Deus (veja em Gênesis 28.18-22).

2 - A Lei de Moisés 

A instituição do dízimo como mandamento da Lei de Moisés, ocorreu mais tarde com a libertação de Israel da escravidão do Egito. Em Levítico 27.30 e ss, Deus instrui Moisés a respeito das dízimas do campo, da semente do campo e do fruto das árvores - são do SENHOR; santas são ao Senhor. No tocante à dízima de vacas e ovelhas, de tudo que passar por debaixo da vara, o dízimo será santo ao SENHOR.

Em Números 18.21 e ss, Deus destina os dízimos aos levitas pelo ministério deles, na tenda da congregação, pois eles não tinham herança no meio dos filhos de Israel. Os levitas também tinham que dar o dízimo dos dízimos recebidos.

Talvez o texto mais conhecido na Bíblia sobre os dízimos seja o de Malaquias 3.8 e ss. Os israelitas haviam deixado de dizimar. O dízimo fazia parte da Lei de Moisés, instituído por Deus para os filhos de Israel, é certo que esse povo em consequência da recusa em contribuir estariam debaixo de maldição:

Malaquias 3.8-9

v.8 “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas”.

v.9 “Com maldição sois amaldiçoados, porque me roubais a mim, vós, toda a nação”.

Não há dúvida quanto a obrigatoriedade de dizimar segundo a Lei de Moisés. Quanto à maldição citada por Malaquias, também não há dúvidas de que aquele que não oferecesse seu dízimo ao Senhor, estaria debaixo da maldição da Lei (ver Dt 28.15 e ss).

Falamos de maldição para aquele que não dizimava, no entanto, para o dizimista fiel, a palavra reserva uma promessa maravilhosa, e cheia de bênçãos e o próprio Deus permite que seja provado a respeito disso:

Malaquias 3.10-12

v.10 “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, de depois fazei prova de mim, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança”.

v.11 “E, por causa de vós, repreeenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo não vos será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos”.

v.12 “E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos”.

No Novo Testamento:

Os princípios do Antigo Testamento são válidos também no Novo Testamento. O Senhor Jesus não aboliu o dízimo, mas deixou claro que ao dizimar não podemos esquecer do Juízo e do amor de Deus.

Jesus disse isso, referindo-se aos fariseus que dizimavam a hortelã e a arruda, e a hortaliça, mas esqueciam-se do amor e da justiça; como muitas pessoas nos dias de hoje, dão seu dízimo esperando receber riquezas e honra, mas esquecem-se do amor e da misericórdia.

Lucas 11.42

“Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda hortaliça e desprezais o Juízo e o amor de Deus! Importava fazer essas coisas e não deixar as outras”.

 No sermão da montanha, Jesus estava falando sobre o dever de sermos misericordiosos, de amar o nosso próximo, da generosidade, da ajuda que podemos dar a quem necessita, depois Jesus mostra a gratidão de Deus para aquele que generosamente faz a obra de Deus, em Lucas 6.38 o Senhor Jesus diz:

“Daí, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo”.

O apóstolo Paulo falando aos Coríntios, (2 Co 9.6) diz:

“E digo isto: Que o que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará”.

Vamos aprender com o texto de 2 Coríntios 9: 3 a 11 como Paulo tratou a questão dos dízimos e ofertas na igreja que se iniciava em Corinto.

1 - É preciso que a igreja esteja pronta para colaborar. É obrigação do Pastor ensinar e preparar a igreja para contribuir de modo que ninguém seja pego desprevenido na hora de ofertar.

2 - Além de estar preparada para abençoar, que sua contribuição seja realmente bênção sem avareza; que cada um contribua com seu melhor, que é para Deus. Contribuindo segundo a medida da fé que todos nós temos; certamente as bênçãos do Senhor virá sobre nós de forma abundante, tanto material como espiritualmente falando.

3 - Paulo, não determina valores para as ofertas, mas deixa claro que aquele que semeia com abundância, com abundância irá colher, e ensina que todos devem colaborar com alegria e não com tristeza, de boa vontade não por necessidade ou porque espera receber mais.

2 Coríntios 9.7 

“Cada um contribua com o que propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria”.

Diz a palavra de Deus que há um memorial escrito diante de Deus, para aqueles que lembram do Seu nome; pois bem, lembrar-se de Deus também é não esquecer do Reino de Deus. Paulo diz que quem contribue com alegria, a sua justiça permanece para sempre.

2 Coríntios 9.10 

 ”Ora, aquele que dá a semente ao que semeia e pão para comer também multiplicará a vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça”.

4 - Paulo lembra também, que o dízimo glorifica a Deus, pela liberalidade de dons, e diz que esse dom, é inefável, ou seja, não se pode exprimir por meio de palavras (2 Co 13 e 15).

Dízimo, é um dever do crente, não como obrigação ou por culpa, necessidade ou favor; a contribuição deve ser para a promoção do Reino de Deus, para a igreja e para difundir o Evangelho de Cristo.

A Deus pertence todas as coisas, em Salmos 24.1 diz:

“Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam”.

Quando damos o nosso dízimo à Casa de Deus, não estamos fazendo nada além do que devolver a Deus um pouco do que Ele nos tem dado, é o mínimo que podemos fazer.

Em Êxodo 25.2 Deus falou a Moisés para que trouxessem uma oferta alçada; de todo homem cujo coração se movesse voluntariamente, em 1 Coríntios 16.2b, Paulo diz para separarem uma oferta segundo a prosperidade de cada um.

O dízimo no AT era a décima parte da renda. Qualquer um que desse menos que isso estaria em desobediência a Deus, conforme Malaquias 3.8, estaria roubando ao Senhor; no NT aprendemos que devemos contribuir segundo a medida de nossas posses, proporcionalmente àquilo que o Senhor nos tem dado.

Nossa contribuição tem que ser sacrificial, da mesma forma que o Senhor Jesus sacrificou-se por nós.

Lembre-se, o sacrifício que não custa nada, que valor poderia ter?

O rei Davi pecou ao enumerar o povo de Israel. Quando o Profeta Gade veio a ele e mandou levantar um altar na eira de Araúna, o Jebuseu,  o rei Davi não aceitou a terra nem o gado nem a madeira para o sacríficio que Araúna se propôs a dar a ele, antes pagou o preço, pois entendia que o sacrificio para Deus que não custasse nada não tinham valor para Deus.

2 Samuel 24.22-24

v.22 “Então disse Araúna a Davi: Tome e ofereça o rei meu senhor o que bem parecer aos seus olhos; eis aí bois para o holocausto, e os trilhos, e o aparelho dos bois para a lenha”.

v.23 “Tudo isto deu Araúna ao rei. Disse mais Araúna ao rei: O Senhor teu Deus tome prazer em ti”.

v.24 “Porém o rei disse a Araúna: Não; porém por certo preço to comprarei, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que me não custem nada. Assim Davi comprou a eira e os bois por cincoenta siclos de prata”.

O presente estudo tem por finalidade mostrar de maneira simples, que o dízimo que apresentamos a Deus tem que ser algo do coração, como o Apóstolo Paulo ensina; deve ser dado com generosidade, sem avareza ou espírito de miséria, na certeza que o nosso Deus é que nos sustenta e nos dá a semente para semear, e não permitirá, como diz em Malaquias 3.11 que o devorador consuma o fruto de nossa terra.

Jesus levou sobre si as maldições da lei, portanto, não acredito que alguém que não esteja entregando seu dízimo ao Senhor seja uma pessoa amaldiçoada, no entanto, aprendo que aquele que está em falta perante o Senhor nos dízimos e nas ofertas deixa de participar das bençãos que a Palavra de Deus, nos promete.

Veja abaixo, somente nesse estudo as promessas de Deus para aquele que dá com alegria:

1 - As bênçãos do Senhor repousarão sobre nossa casa - Ezequiel 44.30

2 - As janelas do céu se abrirão e derramarão das bênçãos do Senhor de forma a nos dar a maior abastança (fartura, riqueza) - Malaquias 3.10

3 - O devorador será repreendido das nossas vidas e tudo que plantarmos iremos colher - Malaquias 3.11

4 - Deus honrará a nossa fé, e encherá nossos celeiros e nossos lagares - Provérbio 2.9-10

5 - Semeando com abundância, em abundância ceifaremos - 2 Coríntios 9.6

6 - A nossa justiça permanecerá para sempre e Deus multiplicará a nossa sementeira - 2 Coríntios 9.9-10

6 - Podemos fazer prova de Deus, somente o dizimista tem esse privilégio - Malaquias 3.10b

Amém!

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O mel na Bíblia

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Dezembro 7, 2007

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Substância açucarada produzida pelo néctar que as abelhas coletam das flores.

Comentário: 

O mel é um alimento bastante utilizado no tratamento de várias doenças, como por exemplo: sinusite, rinite, como xarope para tosse e no tratamento de gripes e resfriados, além de ser utilizado em diversos cardápios da culinária mundial.

O mel é sinônimo de coisa boa, usamos a expressão: “é sopa no mel”, para nos referir a algo bom, fácil de conseguir ou fazer.

Nas escrituras devido à sua abundância nos tempos bíblicos, aparece em diversas passagens bíblicas, algumas vezes expressando prosperidade e riqueza, em outras as dádivas materiais e espirituais; no entanto, também pode representar o engano ou sentimento dúbio.

Na Bíblia: 

Aparece pela primeira vez no livro de Gênesis 43.11; os irmãos de José descem ao Egito e levam presentes a José juntamente com Benjamim seu irmão mais novo.

“…tomai do mais precioso desta terra nos sacos para o mantimento e levai presente a esse homem: um pouco de bálsamo e um pouco de mel, arômatas e mirra, nozes de pistácia e amêndoas”.

Em Êxodo, Deus envia Moisés para tirar o povo de Israel do Egito e promete que iria levá-los para uma terra próspera, fértil, uma terra que brotava leite e mel, simbolizando dessa forma a riqueza e a fartura do lugar.

Êxodo 3.8a

“Por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra que mana leite e mel;….”.

 Deus não permitiu que se usasse o mel nas ofertas de manjares levíticas:

 Levíticos 2.11

“Nenhuma oferta de manjares, que fizerdes ao SENHOR, se fará com fermento; porque de nenhum fermento e de mel nenhum queimareis por oferta ao SENHOR”.

O uso do mel nas ofertas de manjares foi proibido, pela fermentação do mel, e consequente deteriorização.

Segundo o Bp Elio Ribeiro (ICPBB Vila Guilherme), por ser abundante naquela região, o Senhor nosso Deus não permitiu o seu uso, pois para Deus tudo que é fácil, não é sacríficio, basta lembrar que para o holocausto o sacerdote oferecia somente animais sem mancha nem defeito, para Abraão pediu Isaque em sacríficio e Ele próprio ofereceu seu unico filho, Jesus, em sacríficio por nós.

O rei Davi sabia muito bem o preço do sacrifício; quando o Profeta Gade veio a ele e mandou que levantasse um altar e oferecesse um sacrifício ao Senhor pelo pecado de enumerar o povo, Araúna ofereceu a eira para Davi, mas Davi não aceitou e fez questão de comprá-la, pois um sacrifício que não custa, também nada vale (2 Sm 24.22-24):

 “Então disse Araúna a Davi: Tome e ofereça o rei, meu senhor, o que bem parecer aos seus olhos; eis aí bois para o holocausto, e os trilhos, e o aparelho dos bois para a lenha”.
“Tudo isso deu Araúna ao rei; disse mais Araúna ao rei: O SENHOR, teu Deus, tome prazer em ti”.
“Porém o rei disse a Araúna: Não porém por certo preço to comprarei, porque não oferecerei ao SENHOR, meu Deus, holocaustos que me não custem nada. Assim Davi comprou a eira e os bois por cinquenta siclos de prata”.

O mel era encontrado em diversos e mais estranhos lugares: tinha na superfície da terra e saía da rocha, também podia ser encontrado em troncos de árvores e Sansão comeu do mel produzido por um enxame de abelhas no corpo do leão morto pelo próprio Sansão (Jz 14.8-9).

1 Samuel 14.25 e 26a

“E todo o povo chegou a um bosque; e havia mel na superfície do campo. E, chegando o povo ao bosque, eis que havia um manancial de mel;…”

Salmos 81.16

“E eu o sustentaria com o trigo mais fino e o saciaria com o mel saído da rocha”. 

Os juízos do Senhor, são mais doces do que o mel.

Salmos 19.10

“….são mais doces do que o mel e o destilar dos favos”.

É gratificante para nós saber que sempre podemos contar com a justiça de Deus, pois é misericordiosa.

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O mel também simboliza o engano: 

Provérbios 5.3-4

“porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite; mas o fim dela é amargoso como o absinto, agudo, como a espada de dois gumes”.

Os lábios da mulher adúltera fala de coisas doces e amáveis, mas traz no seu âmago a destruição e a morte (Pv 5.5-11).

A Palavra de Deus é doce:

Salmos 119.103

“Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais doces do que o mel à minha boca”. 

Ezequiel 3.3

“E disse-me: Filho do homem, da de comer ao teu ventre e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então comi, e era na minha boca doce como o mel”.

A Palavra de Deus também pode ser amarga: 

Apocalipse 10.10

“E tomei o livrinho da mão do anjo e comi-o; e na minha boca era doce como mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo”.

A Palavra de Deus é doce para aquele que a ama e faz a vontade de Deus; no entanto, aqueles que não a ouvem, ou se esquecem dela, é amarga. Ela traz a esperança da salvação para aqueles que creêm, e para aqueles que a desprezam, revela o fim.

Vemos pelos exemplos acima que o mel, simbolicamente falando, pode ser bom ou ruim, o que denota um sentimento dúbio, e Deus não se agrada de pessoas de duplo ânimo.

Tiago 1.8

“o homem de coração dobre é inconstante em todos os seus caminhos”.

Provérbios 17.20

“O perverso de coração nunca achará o bem; e o que tem a língua dobre virá a cair no mal”.

O presente estudo não tem a pretenção de esgotar o assunto sobre o mel; mas espero com a graça de Deus, que possa ajudar a conhecer um pouco mais desse alimento maravilhoso que é o mel.

Amém! 

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Jó temia ao Senhor, mas o conhecia?

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Novembro 21, 2007

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Jó 1 : 6-8 

“Ora, chegado então o dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles”.

“O Senhor perguntou a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, dizendo: De rodear a terra e passear por ela”.

“Disse o Senhor a Satanás: Notaste, porventura, meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?”

INTRODUÇÃO

Todos nós conhecemos a história de Jó e o seu sofrimento. Sabemos os motivos pelos quais ele sofreu o martírio na própria pele, da perda de seus filhos e bens. Aprendemos também ao longo de nossa vida de fé, que a vontade permissiva de Deus foi que permitiu que Satanás afligisse Jó daquela maneira.

Não quero aqui questionar se Deus devia ou não dar ouvidos a Satanás a fim de colocar Jó naquela situação, também não é o objetivo desse estudo especificamente o sofrimento de Jó; o objetivo é simplesmente saber se Jó conhecia a Deus, ou somente o temia.

No versículo 8 acima, o próprio Deus testifica que Jó temia ao Senhor, note bem, temia, a bíblia não fala “conhecia”.

O receio de Jó no capítulo 3.25 e 26 denotam falta de conhecimento da providência de Deus, embora reto e íntegro na sua maneira de viver, não havia no seu íntimo uma convicção de que Deus não permitiria que mal algum acontecesse a ele e sua família:

Jó 3.25,26

“Aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece”.

“Não tenho descanso, nem sossego, nem repouso, e já me vem grande perturbação”.

A questão que se propõe é a seguinte: Jó temia ao Senhor, será que ele conhecia ao Senhor?

Muitas pessoas que estão na casa de Deus, temem ao Senhor; não o conhecem necessariamente, apenas o temem. Segundo esse raciocínio, entendemos o temor a Deus, como respeito, obediência por estarem na casa de Deus (na igreja) não porque desejam conhecê-lo, mas porque o temem, e isso não acrescenta confiança em Deus; o Senhor Jesus passa a ser visto como um Deus vingativo, que pune e castiga àquele que não vêm à igreja ou abandona o Seu caminho. Alguns dizem no seu íntimo: “Preciso ir para a igreja, porque senão estarei pecando, e não terei mais a proteção de Deus, ou ainda, preciso ira para a igreja senão o pastor vai perceber a minha falta e vai chamar minha atenção”.

Não é meu desejo pensar que todos os que estão na igreja têm o mesmo pensamento ou sentem da mesma forma; quero apenas que entendam que o temor de Deus embora seja o principio da sabedoria, e obviamente devemos ter, não traz consigo o conhecimento necessário para acrescentar fé aos nossos corações.

Isto posto, gostaria de analisar com você a situação que Jó viveu até chegar ao conhecimento de Deus. No Capítulo 42 versículo de 1 a 3 Jó afirma que falou do que não entendia; coisas que para ele era demasiado maravilhosa, e que ele não conhecia. Vamos procurar entender como Jó chegou ao conhecimento de Deus no final do livro, onde ele diz:

Jó 42.5

“Com o ouvir dos meus ouvidos, ouvi, mas agora te vêem os meus olhos”.

I – Conhecendo os amigos de Jó

Jó 2.11

“Ouvindo, pois três amigos de Jó todo esse mal que lhe havia sucedido, vieram, cada um do seu lugar: Elifaz, o tematita, Bildade, o suíta, e Zofar o naamatita, pois tinham combinado para virem condoer-se dele e consolá-lo”.

1) Elifaz – de Temã, da descendência de Esaú (Gn 36.11), portanto um edomita. No seu arrazoado, Elifaz alega que Jó esteja sendo punido pelo seu pecado, busca na sua vida pregressa motivos para a punição de Deus, acredita que o homem seja castigado pelos seus erros, e que Deus nunca pune os inocentes. De acordo com Elifaz, o homem colhe aquilo que planta, e Jó, deveria entregar sua causa a Deus.

Jó responde a Elifaz que ele devia mostrar compaixão, pelo que sofre, e que não era merecedor de tão grave castigo. Jó ainda questiona o parecer de Elifaz, e pede que ele o ensine, caso esteja errado: (6.24) “Ensinai-me, e eu me calarei; fazei-me entender em que errei”.

2) Bildade – de Suá – descendente de Abraão (Gn 25.2) – Para Bildade, Deus é totalmente justo; alega que os filhos de Jó pecaram e por isso Deus os entregou ao poder de sua transgressão, mas Jó ainda poderia buscar a misericórdia de Deus, e pede que Jó busque aprender com as gerações passadas, com seus pais,  o motivo de tanta dor.

Jó sintetiza a justiça de Deus, no capítulo 9, para dizer que Deus é soberano, que pode destruir o justo como também o ímpio, mas Ele é um juiz misericordioso.

3) Zofar – de Naamate – diz que Deus é justificado em Sua maneira de agir – Para Zofar Jó zomba de Deus quando se diz justo e reto e aconselha Jó a se arrepender e buscar a Deus. Para Zofar, Deus deveria ser menos indulgente com Jó, quando diz: Jó 11.6b - “… sabe, pois, que Deus exige de ti menos do que merece a tua iniqüidade”.

Jó se justifica perante seus amigos, e alega retidão perante Deus. Jó acredita que o ímpio não se chega a Deus, e sim, o justo.

Afinal, os três amigos de Jó resumem o seu martírio à iniqüidade, ao pecado de Jó, enquanto Jó continua se justificando, de maneira que tanto uns como outro, não chegam a nenhuma conclusão.

II – O que diz Eliú

Jó 32.1-3

“Então aqueles três homens cessaram de responder a Jó; porque era justo aos seus próprios olhos”.

“E acendeu-se a ira de Eliú, filho de Baraquel o buzita, da família de Rão, descendente de Naor, irmão de Abraão (Gn 22.21), pois Jó se justificava a si mesmo, mais do que a Deus”.

“Também a sua ira se acendeu contra os seus três amigos; porque, não achando que responder, todavia condenavam a Jó”.

Eliú repreende os amigos de Jó e declara a sua opinião (32.17), e faz seu comentário sem tomar partido desse ou daquele e sem tratar com lisonjas.

Jó 32.21-22

“Não farei acepção de pessoas, nem usarei de lisonjas com o homem”.

“Porque não sei lisonjear; em caso contrário, em breve me levaria o meu Criador.Lembra Jó das suas próprias defesas, e diz que maior é Deus que o homem; e que Deus não da conta de seus atos, mas fala e ninguém escuta, também não responde ao clamor dos homens arrogantes e maus, mas os seus olhos estão sobre os justos”.

Eliú exalta a grandeza das obras de Deus e a Sua sabedoria, os homens por isso mesmo devem temê-lo. Eliú prepara o cenário, logo após, Deus fala com Jó.

III – Falando de Deus e Aprendendo sobre Ele

Jó certamente ouvia falar de Deus, não conhecia o Deus que ele servia, o qual cultuava e oferecia holocaustos. Era descendente de Abraão, provavelmente o que sabia a respeito de Deus havia sido transmitido oralmente, em rodas de familiares e amigos, veja Jó 42.3: “Quem é aquele, dizes tu, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso falei do que não entendia; coisas que para mim eram maravilhosíssimas, e que eu não compreendia”.

Mas é interessante analisar o fato de seus amigos buscarem entender por que Jó estava passando por tamanha provação. Quando começam a justificar seu martírio por razões espirituais, busca no entender deles, razões para Deus castigá-lo daquela forma. Vamos lembrar que naquela época as pessoas não tinham conhecimento de Satanás, razão pela qual imputavam a Deus todos os males que sobrevinha sobre eles.

Aprendemos com os amigos de Jó que a discussão sobre os desígnios de Deus, embora muitas vezes com argumentos torpes, traz conhecimento de Deus. O simples fato de conversarmos a respeito de Deus, de uma ou outra maneira traz conhecimento.

Segundo o Manual Bíblico de Halley, Editora Vida, página 252, Jó tinha poucos conhecimentos a respeito de Deus. A maior parte da Palavra de Deus ainda não tinha sido escrita. Jó com a ajuda dos seus “amigos”, está tentando interpretar seus sofrimentos sem possuir “conhecimento” de Deus (38.1 e 42.1-3). 

Muitas pessoas hoje em dia se referem a Deus sem o mínimo conhecimento d’Ele; quando estão em apuros, logo dizem: “Deus tem misericórdia” ou “pelo amor de Deus”, clamam por Deus, mas não o conhecem, pedem pela Sua ajuda, mas o desprezam e chegam até a escarnecer d’Ele.

Em Oséias o Senhor deixa claro o que acontece com aquele que despreza o conhecimento de Deus, e ainda exorta o povo a conhecer e prosseguir em conhecer, ou seja, procurar o conhecimento de Deus sempre e Ele virá a nós como chuva serôdia; aquela chuva que rega e não destrói.

Oséias 4.6 e 6.3

“O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento. Porque rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não seja sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”.

“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra”.

IV – Quando buscamos conhecer Deus, Ele se revela a nós.

Jó e seus amigos discorrem sobre a vontade de Deus e cada qual expõe sua opinião a respeito, no entanto Deus trata esse palavrório como sendo “palavras sem conhecimento”.

Jó 38.2

 “Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento?”.

A partir daí, Deus, mostra toda Sua majestade e poder, talvez um dos mais belos relatos sobre a grandeza de Deus; nos capítulos 38 a 41, Deus se revela a Jó. Deus fala a Jó, primeiro de um redemoinho, depois de uma tempestade. Temos que estar aptos a ouvir a voz de Deus de onde não esperamos.

No relato desses capítulos, podemos ver o poder de Deus, tanto sobre a terra, os céus e os mares, como também sobre as alimárias e sobre os homens. Leia com atenção esses capítulos, e sinta você mesmo o poder e a grandeza de Deus.

V – Agora Jó pode afirmar que conhece a Deus.

Jó agora se humilha e glorifica a Deus. Agora ele passou a conhecer o Senhor, e podemos aprender com Jó, que não basta ouvir falar de Deus, temos que ter experiência com Deus, não basta ir à igreja, temos que viver a Palavra de Deus, não basta temer ao Senhor, temos que conhecê-lo pessoalmente e intimamente.

No capítulo 42 nos versos de 2 a 5 Jó dá um testemunho de conhecimento de Deus:

Jó 42.2-5

“Bem sei eu que tudo podes, e nenhum de seus pensamentos pode ser impedido”.

“Quem é aquele, dizes tu, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso falei do que não entendia; coisas que para mim eram maravilhosíssimas, e que eu não compreendia”.

“Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu ensina-me”.

“Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos”.

CONCLUSÃO

O conhecimento de Deus:

Faz evitar o erro e conhecer o poder de Deus: -  Mateus 22.29b – Errais não conhecendo as escrituras nem o poder de Deus.

Liberta da prisão do mundo - João 8.32 E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.

Agrada a Deus - Jeremias 9.24 – Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor.

Evita que adoremos o que não conhecemos - João 4.22 - Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus.

É mandamento de Deus - 2 Pedro 3.18 – Crescei na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Evita que tenhamos sentimentos de ódio, vingança, maldades - Romanos 1.28 – E como não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém.

Traz a misericórdia de Deus, sobre as nossas iniqüidades e do nosso pecado Ele não se lembra - Hebreus 8.11-12 - E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior. Pois, para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei.

Jó temia ao Senhor, com todas as provações que sofreu, aprendeu a conhecer o Senhor, e Deus o recompensou sobremaneira, restituiu em dobro tudo que perdeu, e deu-lhe filhos e filhas e não houve na terra mulheres tão formosas como as filhas de Jó.

Jó 42.10, 12-15

“Mudou o SENHOR a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o SENHOR deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra”.

“Assim, abençoou o SENHOR o último estado de Jó mais do que o primeiro; porque veio a ter catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas”.

Também teve outros sete filhos e três filhas”.

“Chamou o nome da primeira Jemima, o da outra, Quezia, e o da terceira, Quéren-Hapuque”.

“Em toda aquela terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos”.

Deus permita que o estudo acima venha de encontro ao nosso coração de modo que tenhamos o desejo de aprender e conhecer o nosso Deus, para que sejamos cheios da graça de nosso Deus, fundados em amor e cheios da plenitude de Deus.

Efésios 3.17-19:

“Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor,Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade,E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus”.

Amém!

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Os 5 sentidos e a vontade de Deus

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Novembro 10, 2007

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Gênesis 4:07

“Porventura, se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? E se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar”.

O texto do versículo 7 refere-se a ação do pecado que entrara no mundo. Traduzindo, seria “O pecado está a espreita, ele quer te dominar, mas tu é que deves dominá-lo”.

O pecado sempre esta à porta. Ele se apodera de nosso ser através de um ou vários de nossos sentidos. Em Gênesis 3.06, Eva foi enganada pelo diabo, que a seduziu através dos sentidos, veja o que diz o texto:

“Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu e deu a seu marido, e ele também comeu”.

Quais os sentidos que fizeram com que Eva fosse enganada?

1. Audição - Em primeiro lugar Eva deu ouvido ao diabo - muitas pessoas têm dado ouvido a palavras estranhas. Não têm discernido a voz do Espírito Santo de Deus da voz de Satanás, por isso mesmo tem sido enganado pelas artimanhas do nosso inimigo.

2. Visão - Eva olhou para o fruto da árvore e “viu”, que era boa para se comer e agradável aos olhos - concupiscência dos olhos.

3. Paladar - Provou do fruto e deu ao seu marido - Só oferecemos algo a alguém quando gostamos do que provamos. O gosto pelo comer, tem levado muitas pessoas à obesidade mórbida, e vamos lembrar sempre que a glutonaria é pecado.  

 4. Tato - Pegou o fruto da árvore da ciência - Ao pegar no fruto, o pecado já estava consumado, uma vez que imediatamente após ter pego, comeu e deu ao seu marido.

5. Olfato - Podemos conjecturar que Eva ao pegar do fruto, também sentiu seu odor, pois todo fruto possui um cheiro característico, e acredito que tenha sido muito agradável.

Os nossos 5 sentidos, Audição, Visão, Tato, Paladar e Olfato, foram um presente de Deus para os homens, por isso mesmo, temos que utilizá-los, segundo a vontade de Deus. Vamos ver o que a Bíblia diz sobre cada um deles.

I - Olfato

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- sentido com que se distinguem os odores, cheiro, faro. Através do olfato é que percebemos o perfume, aroma, flagrância, mas também sentimos o mau cheiro, numa liguagem coloquial dizemos que “algo não está cheirando bem” quando nos referimos a alguma coisa que não está certa.

No Antigo Testamento vemos Deus instruindo a Moisés sobre o óleo da unção e sobre o incenso sagrado.  Tanto o azeite, como o incenso, emanavam um cheiro agradável.

Êx 30.25

“Disto farás um óleo sagrado para as unções, um perfume composto segundo a arte dos perfumistas; este será o óleo sagrado para as unções”.

Êx 30.35

“E disto farás incenso, um perfume segudo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e santo”.

O incenso também é usado nas escrituras como símbolo da oração:

Salmos 141.2

“Suba a minha oração, como incenso, diante de  ti, e seja o levantar das minhas mãos como o sacríficio da tarde”!

Apocalipse 8.3

“Veio outro anjo e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para que oferecesse com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono”.

Jacó se vestiu como Esaú, e se utilizou do cheiro característico de Esaú para enganar a seu pai Isaque, tomando para si a bênção que cabia a Esaú. Isso teve consequências desastrosas para Jacó, leia em Gênesis 27.27  e a partir do verso 41.

Jacó no final de seus dias, lamentou por sua vida, ao ponto de dizer que poucos e maus dias foram os anos de sua vida. ver em Gênesis 47.9

Embora a bênção do Senhor estivesse sobre Jacó, podemos notar que os meios utilizados para alcança-lás não foram corretos. Não devemos tomar como modo de vida cristão os métodos que as pessoas do mundo se utilizam, dizendo que os fins justificam os meios; isto não passa de artimanha de Satanás.

Eclesiastes 10.1 diz:

“Assim como a mosca faz que o unguento do perfumista exale mau cheiro, da mesma forma um pouco de estultícia (falta de bom senso) pesa mais do que a sabedoria e a honra”.

Muitas vezes planejamos bem, mas um pouco de insensatez põe tudo a perder. Devemos exalar o bom cheiro de Cristo (Efésios 5.1-2).

II - Paladar (sabor)

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Vemos que Eva foi tentada pelo sabor do fruto proibido. Em Êxodo a Bíblia diz que o maná que desceu do céu tinha gosto de bolos de mel.

Ezequiel 3.3 - diz que a Palavra de Deus é doce como o mel.

É dessa maneira que devemos meditar na Palavra de Deus, degustando, sentindo todo o sabor, devemos saborear a Palavra não devorar, sentir cada palavra, meditar longamente em todos os textos a fim de compreender a altura, a largura e a profundidade os fundamentos do amor de Cristo, para que estejamos cheios até à inteira plenitude de Deus. (Efésios 3.18-19)

Lembre-se, palavras doces, dão sabor à vida.

Exemplo de Daniel:

 Daniel 1.8

“Daniel, porém, propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto, pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar”.

Daniel se recusou a comer dos manjares do rei, colocou no seu coração não se contaminar com a comida do rei, uma vez que sabia que eram oferecidas primeiramente aos deuses pagãos. Temos que lembrar que Daniel quando foi levado para a Babilônia, era jovem, no entanto, mesmo longe de seus pais, conhecia a Palavra de Deus, os ensinamentos do tempo que era criança nunca foram esquecidos por ele. O conhecimento de Deus fez com que ele, mesmo longe de seus pais não se afastasse dos caminhos do Senhor.

Jesus nos diz em Mateus 5.13 que somos o sal da terra, que temos que dar sabor à vida dos outros, que não podemos ser insípidos, ou seja, sem gosto. Temos que ser o tempero do mundo, para isso temos que ser puros, como o sal que era tirado das minas de salgema nos tempos antigos, era um sal puro, tirado das entranhas da terra, não contaminado.

 III - Audição

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A Bíblia nos ensina que a Fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Cristo (Rm 10.17). Na tentação de Eva entendemos que ela “deu ouvidos” à serpente, deixou-se levar pela conversa enganosa dela, por seus argumentos mentirosos.

Gênesis 3.1-5

v.1 - Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?

v.2 - Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,

v.3 - mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem dele tocareis, para que não morrais.

v.4 - Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis.

v.5 - Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.

Sabemos que Adão e Eva enquanto vivam no jardim do Éden, podiam comer livremente do fruto da árvore da vida, vivendo portanto uma vida plena na presença de Deus e não tendo pecados, poderiam viver eternamente.

Com o pecado de Adão, sim, pois Adão comeu por vontade própria, diferente de Eva que foi enganada, ambos deixaram de compartilhar da presença de Deus (Gn 3.8), e tornaram-se simples mortais, contrariando o que a serpente dissera a Eva que “certamente não morreria”.

Gênesis 3.22-24

v.22 - Então, disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a mão, e tome também da árvore da vida, coma, e viva eternamente.

v.23 - O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado.

v.24 - E, havendo lançado fora o homem, pôs querubins e uma espada flamejante que se vovia por todos os lados, para guardar o caminho da árvore da vida.

Muitos têm dado ouvidos a palavras vazias, Jó chama de “palavras de vento”, palavras de escárnio, de incredulidade.  A falta de temor a Deus tem levado muitos filhos de Deus à ruína. Dando ouvidos a palavras que não edificam, muitos podem perder a salvação. Veja o que o Apóstolo Paulo diz:

1 Co 10.12 

 ”Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe não caia”

Samuel ouviu a voz do Senhor lhe chamando e a princípio não discerniu a voz do Senhor, mas quando Eli lhe explicou sobre o que ele devia responder, Samuel passou de um menino para um profeta usado de uma forma tremenda nas mãos de Deus.

É nossa obrigação aprender a ouvir a voz de Deus quando Ele falar conosco, quer seja pelo Espírito Santo, pelas escrituras ou mesmo através de um profeta de Deus.

Salmos 1 diz:

v.1 - “Bem aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”.

Salmos 94.09

“Aquele que fêz os ouvidos não ouvirá? Aquele que fêz os olhos não verá”?

Provérbios 28.09

“Deus ouve a oração do justo, mas aquele que se desvia de ouvir a lei, até a sua oração é abominável”.

Ouvir é diferente de escutar - Temos que aprender a dar ouvidos à Palavra de Deus, deixar a Palavra penetrar no nosso coração, de modo a que venhamos a ser praticantes da Palavra e não apenas ouvintes.

Provérbios 05.01

“Guarda o teu pé quando fores à casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacríficios de tolos; pois não sabem que fazem mal”.

Isaías 1.19

“Se quiserdes e ouvirdes, comereis o bem desta terra”.

Sejamos aptos a ouvir e tardios em falar, assim nos ensina as escrituras em Tiago 1.19.

IV - Visão

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Dizem que os olhos são as janelas da alma. Foi também através dos olhos que o pecado entrou no mundo. Quando Eva viu o fruto, viu que era agradável aos olhos (concupiscência dos olhos segundo 1 João 2.16).

Em Gênesis 6.08 diz que Noé porém achou graça aos olhos do Senhor.

Como é bom achar graça aos olhos do Senhor. Se tivermos nossos olhos voltados para o nosso Deus, certamente acharemos graça aos Seus olhos.

Jesus disse:

“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; se porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas” (Mateus 6.22-23).

1. Visão de Águia

Ouvimos a respeito da visão da águia. Sabemos que a águia tem na visão sua principal arma para sua sobrevivência, além é claro de outras características que não vêem ao caso no momento.

O que temos que aprender com a visão dela, é que ela consegue identificar sua caça a uma distância muito grande, ou seja, ela consegue ver além.

Assim também nós, temos que enxergar além daquilo que vemos ou percebemos, temos que enxergar o que nos rodeia, ter uma visão ministerial além daquilo que esta diante dos nossos olhos; ver claramente o que Deus esta nos mostrando, aquilo que esta posto na nossa frente para fazermos ou concluirmos.

2. Visão Espiritual

Quando o rei da Assíria invadiu o arraial dos israelitas, o moço de Eliseu ficou amedrontado, mas o profeta disse: “… Não temas; porque os que estão conosco são mais do que os que estão com eles” (2 Rs 6.16). Então Eliseu orou ao Senhor e disse: “Ó Senhor, peço-te que lhe abras os olhos para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e ele viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo em redor de Eliseu”. (2 Rs 6.17)

Logo depois, Geazi viu o exército de anjos ao redor de Eliseu, para proteger Israel.

Quantos de nós estamos precisando dessa visão. Não conseguimos ver pelos olhos da fé o que Deus está fazendo, então deixamo-nos abater, não resistimos no dia da nossa adversidade, murmuramos de Deus e contra Deus, culpamos o pastor, a esposa, os filhos; no entanto, a palavra de Deus nos exorta e diz: “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados” (Lm 3.39).

Temos que aprender a olhar com os olhos da fé. Enxergar a grandeza de nosso Deus, ver a Sua providência nas nossas vidas, entender de maneira clara e objetiva, que as misericórdias do Senhor, são a causa de não sermos consumidos.

V - Tato

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O dicionário Houaiss define “tato” como sendo o sentido pelo qual se conhece ou percebe, usando o corpo, a forma, consistência, peso, temperatura, aspereza etc. Também é procedimento cauteloso, prudência, tino, sutileza, sensibilidade para se expressar.

1. Prudência - Tato no sentido de prudência - Jesus disse: “Sede simples como as pombas e prudentes como a serpente” - A prudência anda longe da precipitação; que é fazer as coisas sem pensar nas consequências. Ser prudente também significa ser cauteloso, agir em consonância com a Palavra de Deus. Em Provérbios a Bíblia diz:

Pv 14.29b 

“…mas o que é de ânimo precipitado exalta a loucura” .

2. Sensibilidade - o tato também tem esta característica, ser sensível para as coisas que nos rodeiam, perceber os problemas que afligem nossos irmãos, ter a sutileza de entender suas aflições e ajudar a resolvê-los. Podemos sempre ajudar com palavras de ânimo, de encorajamento, mostrando que Deus está no controle das nossas vidas.

3. O toque das mãos - O cumprimento mais utilizado no mundo ocidental é o aperto de mãos. É o cumprimento mais comum entre os homens; dificilmente passamos um dia sequer sem apertarmos as mãos de alguém. É através do aperto de mãos que muitas vezes selamos um acordo ou contrato, através de um aperto de mãos damos as boas vindas a alguém, e através das mãos também abençoamos o nosso irmão, e muitas vezes também amaldiçoamos.

Com as mãos:

3.a) Cumprimentamos com a Paz do Senhor - Ao cumprimentar nossos, estendemos a mão e desejamos “A Paz do Senhor” apertando as mãos. Essa saudação faz parte da vida do crente, no entanto, muitos a tem desprezado não dando a devida importância para esse ato, esquecendo-se do que o Senhor nos ensinou que se não recebêssemos a Sua Paz, ela voltaria para aquele que a enviou.

3.b) Imposição de mãos - No Velho Testamento o Sumo Sacerdote, impunha a mão sobre o boi para transmitir para ele os pecados do povo hebreu. Nesse tempo, quando sacrificavam a oferta pela redenção, as pessoas que haviam cometido pecado faziam imposição de mãos na ovelha, e a ovelha morrendo, o pecado era remido.

Salmos 24.3,4 diz:

v.3 - “Quem subirá ao monte do Senhor ou quem estará no seu lugar santo?”

v.4 - ”Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega sua alma à vaidade, nem jura enganosamente”.

Devemos ter o cuidado de não impor nossas mãos precipitadamente sobre outras pessoas, o Apóstolo Paulo ensina a Timoteo:

1 Tm 5.22)

“A ninguém imponhas precipitadamente as mãos nem participe dos pecados alheios, conserva-te a ti mesmo puro”.

Paulo sabia que a imposição de mãos trazia consigo, benção ou maldição.

Jesus impôs as mãos sobre os enfermos para transmitir a cura, para abençoar, para repreender demônios. Jesus curava pela imposição de mãos.

O Apóstolo Paulo impunha as mãos sobre os lenços e aventais dos enfermos e as doenças os deixavam, e saíam deles os espíritos malignos (Atos 19.12).

Temos 5 sentidos, Olfato, Paladar, Audição, Visão e Tato. Deus nos deu esses sentidos para usá-los de acordo com Sua Vontade. 1 João 2.15-16 - João nos exorta a não amar o mundo, nem o que no mudo há; pois no mundo so existe a cobiça e a inveja (concupiscência) da carne, dos olhos e da soberba da vida, e isso não é do Pai, mas do mundo. E ainda no verso 17 diz: “Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”.

Eva perdeu a bênção de viver no paraíso de Deus, passou a gerar filhos com dores, porque cobiçou aquilo que Deus proibira, em Gênesis 3.3-6 vemos que os seus sentidos trairam seus sentimentos para com Deus:

1) Eva responde à serpente: “Não comereis dele, nem nele tocareis (tato);

2) Deus ouvidos à serpente (audição);

3) Viu que a árvore era boa para se comer (paladar);

4) E agradável aos olhos (visão).

Fomos agraciados por Deus com 5 sentidos, de modo a sentir plenamente tudo o que Deus colocou para nós no mundo e na natureza. Saibamos, pois, usar esses sentidos de modo a glorificar o nome do Senhor nosso Deus, conforme Paulo nos exorta em 1 Coríntios 10.31 que diz:

“Portanto quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus”.

Amém!

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O Sal da Terra

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Outubro 3, 2007

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Mateus 5:13

“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens”.

I - O SAL NA HISTÓRIA

Cloreto de sódio, sal de cozinha, fig. graça, vivacidade, espírito - “aquele rapaz é completamente apagado, sem sal” - (Dic Aurélio).

1 - Enquanto os fenícios obtinham quantidades de sal do Mar Mediterrâneo por meio de evaporação, em panelas de sal, os hebreus, por sua vez, possuíam um suprimento ilimitado nas praias do Mar Morto, e na colina de sal, área essa dista 24 milhas (aproximadamente 38 kms) quadradas a sudoeste do Mar Morto, área frequentemente associada à mulher de Ló.

2 - Esse sal era sal de rocha ou de variedade fóssil, e, por causa de impurezas e da ocorrência de transformações químicas a camada externa geralmente não tinha sabor. A referência do Senhor em Mateus 5:13 é a essa camada.

II - AS FUNÇÕES DO SAL

As principais funções do sal: O sal serve para dar sabor aos alimentos, para temperar; e também serve para preservar, o que a nosso ver é a principal utilidade do sal. Além dessas utilidades, o sal também tira a ferrugem e aumenta a sede do corpo.

1 - O sal era valioso quando nem se sonhava com a geladeira para a preservação dos alimentos. Entre os povos orientais era frequentemente usado para ratificação de alianças, pelo que o sal veio a se tornar símbolo de fidelidade e constância.

2 - Nas ofertas levíticas (Lv 2.13) o sal era empregado como preservativo a fim de simbolizar a natureza eterna da “aliança de sal” existente entre Deus e Israel (Nm 18.19 e 2 Cr 13.5).

Lv 2.13 - “E toda oferta dos teus manjares salgará com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de manjares o sal do concerto do teu Deus; em toda a tua oferta oferecerás sal”.

Nm 18.19 - “Todas as ofertas alçadas das santidades, que os filhos de Israel oferecem ao SENHOR, tenho dado a ti, e a teus filhos, e as tuas filhas contigo, or estatuto perpétuo; concerto perpétuo de sal perante o SENHOR é, para ti e para tua semente contigo”.

2 Cr 13.5 - “Porventura não vos convém saber que o SENHOR, Deus de Israel, deu para sempre a Davi a soberania sobre Israel, a ele e a seus filhos, por um conserto de sal?”

3 - O efeito do sal sobre a vegetação produzia uma terra requeimada e desolada (Dt 29.23). Assim e que os lugares secos do deserto (Jr 17.6) eram sinônimos de terra salgada de Jó 39.6. Abimeleque seguiu um antigo costume ao semear de sal a arruinada cidade de Siquém (Jz 9.45) como sinal de desolação perpétua. Eliseu empregou o sal para tornar potáveis as águas amargosas da fonte de Jericó (2 Rs 2.19-22). Os infantes recém nascidos eram normalmente esfregados com sal antes de serem enrolados em faixas (Ez 16.4). Sob Antioco Epifâni, à Síria foi imposto um tributo de sal, que era pago aos romanos.

Dt 29.23 - “E toda a sua terra abrasada com enxofre e sal, de sorte que não será semeada, e nada produsirá, nem nela crescerá erva alguma, assim como foi a destruição de Sodoma e de Gomorra, de Admá e de Zeboim, que o Senhor, destruiu na sua ira e ni seu furor”.

Jr 17.6 - “Porque será como a tarmagueira no deserto  e não sentirá quando vem o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável”.

Jó 39.6 - “Ao qual dei o ermo por casa, e a terra salgada, por moradas”?

Jz 9.45 - “E Abimeleque pelejou contra a cidade todo aquele dia e tomou a cidade; e matou o povo que nela havia, e assolou a cidade, e a semeou de sal”.

2 Rs 2.19-22 - “(19) E os homens da cidade disseram a Eliseu: Eis que boa á a habitação desta cidade, como o meu senhor vê; porém as águas são más, e a terra é estéril. (20) E ele disse: Trazei-me uma salv nova e poden nela sal. E lha trouxeram. (21) Então saiu ele ao manancial das águas e deitou sal nele, e disse: Assim diz o Senhor: Sararei estas águas; não haverá mais nelas morte nem esterilidade. (22) Ficaram, pois, sãs aquelas águas até o dia de hoje, conforme a palavra que Eliseu tinha dito”.

Ez 16.4 - “E, quanto ao teu nascimento, no dia que nasceste, não te foi cortado o umbigo, nem foste lavada com água, para tua purificação, tampouco foste esfregada com sal, nem envolta em faixas”.

fonte: Dicionário Bíblico - J.D. Douglas - Edições Vida Nova

III O CRENTE E O SAL

Os Cristãos são o sal da terra. Dois valores do sal são: das sabor e poder de preservação da corrupção. Os Cristãos e as igrejas, portanto, devem das exemplos para o mundo e, ao mesmo tempo, militarem contra o mal e contra a corrupção na sociedade, dão gosto ao que é insípido, refrescam e purificam ao que dá maul cheiro espiritual.

Não se aplica sal aos animais vivos, mas à sua carne depois de mortos. Cristo que que seus discípulos sejam o sal da terra porque a sociedade humana está morta e, sem esse sal, estraga-se. Cristo quer também que sejamos um contato com o mundo; não é Sua vontade que estejamos enclausurados, fechados em nós mesmos. O sal, para fazer os seus efeitos deve misturar-se com o que é destinado a preservar, ou temperar.

Se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Cristo nos deu Sua natureza divina para que a comunicássemos aos mortos espiritualmente, para que confortássemos os aflitos e restaurássemos os irmãos caídos. Mas se nos tornamos insípidos como o mundo, perderemos a nossa influência .

Lembremo-nos de que somos o sal da terra e se deixarmos de dar sabor à comunidade a influência do mundo nos fará apodrecer espiritualmente. O sal depois de perder o sabor para nada mais presta, os crentes também depois de perder o poder divino, não valem maid do que sal sem sabor. “Têm nome de que vivem, mas estão mortos”. (Ap.3.1)

Vemos acima a responsabilidade que temos como servos do Deus Altíssimo, a responsabilidade que nos incumbiu o Senhor de pregarmos o evangelho, de sermos o tempero da terra, o que muitos de nós certamente o são.

Não podemos nos conformar em termos uma convivência medíocre dentro da igreja, tratando as coisas de Deus como tratamos as coisas de nosso mundo secular, o Senhor exige de cada um de nós uma postura diferente, que usemos do poder que em nós habita, que usemos das armas que temos, para ser realmente o SAL DA TERRA.

Amém.

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Onde você vai passar a eternidade?

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Setembro 21, 2007

Texto básico: Lucas 16:19-31

A PARÁBOLA DO RICO E LÁZARO

Você acredita na vida após a morte?

Se você respondeu SIM. então eu tenho algumas coisas pra te dizer.

Existem apenas dois lugares onde podemos passar a eternidade, no CÉU com Jesus, ou no INFERNO com o diabo!

Ah! você não acredita no inferno?

Então vejamos o que diz a PALAVRA DE DEUS (a Bíblia Sagrada) a respeito disso.

INFERNO UM LUGAR REAL

“Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo”. Mateus 10:28

A Palavra de Deus nos ensina que o inferno foi feito para o diabo e seus anjos, não para nós; no entanto, o dêmonio tem arrastado milhões de vidas para o seu lado, com mentiras, falsas promessas, riquezas, idolatria, ou com idéias simplistas de que o pecado não existe que não há punição nenhuma para aqueles que transgridem, que o máximo que pode acontecer é reencarnar e ter outra chance de salvação.

O diabo é o pai da mentira, quando diz mentiras, ele fala do que lhe é peculiar, o próprio Senhor Jesus falou a respeito disso. Dele nos enganar, colocar na nossa mente que podemos fazer tudo e não seremos punidos por isso.

Muitas pessoas não acreditam que exista um lugar de tormentos, o INFERNO; acham que isto é fictício, que só existe na Bíblia. Outras acham que o inferno é aqui mesmo onde vivemos.

Apesar da incredulidade de muitos, o Senhor Jesus deixou claro que o inferno é um lugar real, que existe fisicamente e não é apenas figura de retórica. Apenas para valorizar o argumento da salvação, observe a parte “b” do verso de Mateus 10:28 e tire você mesmo suas conclusões.

SOBRE A VIDA APÓS A MORTE

Em Lucas 16 a partir do versículo 19 temos a parábola do Rico e Lázaro, que nos conta a história de um homem rico que não temia ao Senhor e de Lázaro, um homem pobre muito pobre, mas temente a Deus.

Jesus narra, porém, que estes dois homens morreram, sendo que o mendigo, Lázaro, foi levado pelos anjos para junto de Abraão enquanto que o rico foi para o Hades.

Estando no Hades, em tormentos, ergueu os olhos e viu ao longe Abraão e Lázaro junto dele.

Vemos através dessa parábola que o justo foi para um lugar de descanso e consolo e o ímpio, aquele que não temia ao Senhor Deus, foi para um lugar de tormento, que a Bíblia chama de Hades.

Também podemos notar que nos versículos 24 a 31 o homem rico, em plena consciência, pede a Abraão que envie Lázaro aos seus irmãos para alertá-los daquilo que os esperava, ou seja, para que se arrependessem de modo a não irem também para aquele lugar de tormento, mas disse Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.

 Evidentemente Abraão esta se referindo à Bíblia, pois tudo que precisamos saber está contido nela, pois ela é a nossa regra de fé e prática, a única e suficiente revelação de Deus para o homem.

A HORA DA NOSSA MORTE

Não há nada que possamos fazer quanto À MORTE FÍSICA DO CORPO, mas o que podemos fazer com o nosso destino após a morte?

De acordo com a Bíblia não existe nenhuma possibilidade de voltarmos a esse mundo, em Hebreus 9:27 a Palavra de Deus nos diz: “E como aos homens está ordenado morrerem uma vez vindo depois disso o juízo…”.

Como vemos, importa que façamos a vontade de Deus em vida, para que após a nossa morte, tenhamos também como Lázaro, acesso ao Céu.

ENTÃO O QUE TEMOS QUE FAZER PARA TER A VIDA ETERNA?

O passaporte para a vida eterna, ou para o CÉU, está em receber a Jesus Cristo como seu único e suficiente SENHOR e SALVADOR.

Em Atos 16:31 a Palavra de Deus nos diz: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo tu e a tua casa”.

Salva é livrar da morte. Mas de qual morte estamos falando? Da morte física ou espiritual, de qual morte o Senhor Jesus veio nos salvar?

Em João 3:16 vemos claramente o amor de Deus para conosco, pois ele entregou o seu filho unigênito à morte, e morte de cruz, para que de nós fossem tirados os pecados que nos levam à morte eterna.

Crer é acreditar é ter a certeza, a confiança de que aquilo que foi falado irá acontecer. A Bíblia diz que aquele que vive, e crê em Jesus Cristo, nunca morrerá. Jesus disse em João 11.25 e 26…”Eu Sou a ressurreição e a vida; aquele que crê em mim, ainda que esteja morto viverá; e todo aquele que vive e crê em mim, nunca morrerá…”.

Jesus te chama hoje, Ele quer que você receba a vida eterna. Se você ouviu falar de Jesus, se já conhece a Palavra de Deus, e está afastado de seus caminhos, é hora de se arrepender, e voltar para o caminho da Salvação, se não o conhece a oportunidade é agora. Jesus te chama, pois você é muito importante para Ele, venha e conheça o que Deus que e pode fazer por você e sua família. É em Jesus que temos a vida, e a temos em abundância.

Amém!

Faça-nos uma visita, venha conhecer o que Deus tem para sua vida.

IGREJA CRISTÃ PETECOSTAL DA BÍBLIA DO BRASIL

MINISTÉRIO PORTA DA VIDA

ICPBB Vila Alpina - São Paulo - SP

Tel.: 68542067

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Oração de Jabez

Escrito por Pb Wanderley Olivares em Agosto 17, 2007

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 1ª Crônicas 4: 9,10. - Jabez filho de uma linhagem de Judá, foi o mais ilustre dos filhos daquela casa; sua mãe o chamou Jabez (ele entristece) porque dizendo: “Porque com dores o dei à luz”. Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: “Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição”! E Deus concedeu o que lhe tinha pedido. 

Freqüentemente na Bíblia os nomes devem ser encarados com respeito, pois, quando são dados às pessoas com seriedade (como neste caso, onde reflete as circunstâncias do nascimento) ou conscientemente, tornam-se referências sobre a pessoa em questão. “Jabez” significa “dor, tristeza” e parece que ele vivia com o receio de que seu nome fosse profético e o futuro pudesse lançar sua sombra sobre ele. Assim orou sobre a questão e o Senhor atendeu o seu pedido. 

O nome Jabez significa uma espécie de maldição lançada pela própria mãe, pois tinha dado a luz com dores; no entanto aquele moço sofreu com o nome que lhe fora dado porque imagino o quanto desprezado foi por todos aqueles que o conheciam. Imagino que após tanto sofrer, ergueu sua voz em oração e buscou em Deus seu conforto, depositou Nele sua confiança e sua fé através da oração, foi quando Deus lhe deu a vitória, e a segurança através da oração. 

Deus abençoa aquele que o invoca fielmente, aquele que permanece em Cristo, que esta isento do pecado, que se humilha perante o Senhor, que ora e busca a sua face (2 Cr 7:14)

.2ª Crônicas 7: 14 – Se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei seus pecados e sararei a sua terra. 

Jabez era mais ilustre que seus irmãos – Jabez demonstra que a benção e proteção divina não ocorrem automaticamente, mas resultam da nossa dedicação a Deus e a sua causa, como resultado das nossas orações (Mateus 6:13 – “… e não nos induza à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre, Amém!”).

 Jabez pediu ao Senhor:

a) para o abençoar muitíssimo – a palavra abençoar significa literalmente, concessão de um bem, normalmente é contrastada com maldição. No caso de J